quinta-feira, 14 de maio de 2009

A resposta

Acuado pela decisão do Correio dos Lagos On Line em denunciar o não cumprimento do convênio 007/2008 (Prefeitura e FESP) por parte da FESP, o presidente da instituição que, até o dia 05 de maio (data em que a primeira matéria foi ao ar), não havia se pronunciado sobre o tema.

Para nós aqui do site não chega a ser nenhuma novidade. Esta é uma marca do atual presidente do Conselho Curador da Fundação de Ensino Superior de Passos, que beira sempre a arrogância e o desrespeito com a opinião pública.

Mas ninguém é tão soberbo que não se arrepia diante do perigo, por isso, no dia 06 de maio, ofício foi enviado à prefeitura, conforme apurou a Gazeta Regional, em sua última edição (7 a 13 de maio), quando a culpa pela entrega dos 200 livros sobre os 150 anos da cidade – é disso que trata o convênio – foi atribuida a falta de papel em razão do período eleitoral.

Aliás, é bom registrar que os livros seriam entregues ao município no dia 13 (ontem), por ocasião da inauguração de um tal Centro de Ciências, nome pomposo dado a um projeto que lembra muito as obras do regime militar, alguns megalomaníacos, correspondendo a gastos desnecessários em épocas de crises.

Apenas para não perder o hábito sugerimos aos diretórios acadêmicos que encaminhem à direção da FESP algumas perguntas (Nós vamos mandar, mas eles não gostam muito de dialogar com a nossa reportagem): 1) Qual o valor do aluguel que se paga pelo prédio onde está o centro de ciências? Seriam R$ 3mil? Seriam R$ 6 mil? Seriam R$ 9 mil? Ou seria os três valores pagos da seguinte forma: Ano I, R$ 3 mil/ mês? Ano II, R$6 mil/mês? Ano III, R$ 9 mil/mês? Bom, se esta aritmética for confirmada, tem se o consumo nos três anos da bagatela de R$216 mil! O que será que significa isto no peso das mensalidades estes “anexos”?

Vamos encaminhar ofício perguntando, para não fugir do costume?

Não encara

O promotor José Elói Zerbine não respondeu aos ofícios da nossa reportagem sobre possíveis irregularidades na compra do Country Clube de Passos, também pela FESP.

Temos procurado por ele quase todos os dias. A resposta de sua assessoria é sempre a mesma: está estudando o assunto. Uai, mas este estudo não deveria ter sido feito antes da tal “aquisição” do Country pela FESP?

Estamos aguardando a resposta, em respeito à promotoria, não impomos limite de datas, mas já vimos o órgão aqui em Passos trabalhando de forma muito mais ágil.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Abacaxi na mão

Dr Cleiton Pioto disse à reportagem do Correio dos Lagos On Line que a obra do novo Pronto Socorro foi um abacaxi herdado da administração anterior. Na verdade, o prefeito Ataíde Vilela inaugurou um prédio, que dentro e fora dele ainda faltavam obras complementares e também o equipamento necessário.

Aliás, na época foi noticiado que aos equipamentos já haviam sido reservados cerca de 400 mil reais para pagar a compra, o que teria que ser feito com licitação. Acontece que entrou o período eleitoral e nada mais pôde ser feito, porque a legislação impede.

Depois disso, o prefeito eleito foi José Hernani da Silveira, que plantou a bandeira da saúde como sua meta primordial.

Eleito, no lugar de governar, o prefeito resolveu politicar. E passou a fazer desmonte das obras do antecessor, principalmente as sociais, entre as quais se situam a obra do novo Pronto Socorro e o Programa Remédio Em Casa.

Por causa dessa postura, que beira ser raivosa e mesquinha, porque prejudica a população, um secretário de saúde, pediu o boné e foi cuidar de seus afazeres particulares, que é o Dr Edvar Andrade.

O outro que entrou, Dr Cleiton Piotto, já começa sentir o tamanho do problema e batiza um deles de abacaxi. Pena ouvir isso de um médico. Na certa a população espera mais e o funcionamento do novo Pronto Socorro, que a população anda duvidando que vai mesmo começar a funcionar em junho é uma das grandes expectativas da comunidade.

Errando a mão

Mais uma vez, agora no episódio do reajuste dos salários dos servidores, o prefeito José Hernani erra a mão.

Era tudo muito simples, para demonstrar que é um governo sério, que tem bom marketing e que é eficiente do ponto de vista da gestão da coisa pública. Pode escolher leitor, fique à vontade.

Para ficar tão bem na fita, bastava ao prefeito cortar, não precisava ser nem todos, os cargos comissionados, os chamados cargos de confiança, que estão mais para "aspone" do que para alguma serventia para o serviço público.

Mas Hernani, quando confrontado com os dados de que este corte poderia significar mais 3% no reajuste de funcionalismo optou pelo compadrio amigo, manteve os cargos, que dissera que iria acabar com eles na época da campanha, e tomou uma decisão funesta para a sua imagem pública, qual seja aquela de que promete e não cumpre. E quando isto se dá com uma massa é bem diferente do que acontece, por exemplo, com os acordos de bastidores. Neste gera mágoas localizadas, no outro um posicionamento de oposição difícil de aniquilar depois.

Fraquinho

O líder do prefeito na Câmara, o Tuco, que não respeita seus pares e prefere ficar ligando celular toda hora durante a sessão, ontem aprontou mais uma das suas. Na hora que os servidores foram recebidos por todos os vereadores no plenarinho, ele se ausentou. Fugiu da sua obrigação de homem público.

Depois bateu no peito e contou vantagem por ter assinado um documento que todos os outros também fizeram.

Não contente, resolveu jogar pedra numa iniciativa do prefeito Ataíde Vilela, que permite ao município doar cestas básicas aos servidores. Para ele faltou ao ex-prefeito Ataíde peito para doar as cestas. E por aí deitou falação, frisando bem a frase “faltou peito”.

Nem precisou descer da tribuna para ouvir do presidente Chaparral que andara – o Tuco – faltando com a verdade. A lei foi aprovada no final de 2007 e a licitação para as compras da cestas teria que ser feita em 2008, ano eleitoral, portando proibido pela legislação.

Constrangido, Tuco silenciou e mais uma vez, na qualidade de líder, não soube se conduzir perante seus pares.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A saúde vai mal

Não caiu a ficha ainda, ao que parece, do prefeito José Hernani da Silveira, de Passos, que a campanha eleitoral já acabou – aquela que o elegeu – e que a próxima, que pode transformá-lo no primeiro reeleito do município, depende não de um discurso retroativo, mas de ações que melhorem o futuro das pessoas.

Claudica o prefeito. Age com a mão erguida para jogar pedras no passado e toma medidas equivocadas uma atrás da outra. Nem vamos repetir o assunto, senão parece que estamos batendo na mesma tecla, mas não é isto. O que ocorre é que Hernani está sem rumo. Não está sabendo transformar em realidade as propostas que fez na campanha.

É verdade que os recursos diminuíram. Caiu o FPM. O ICMS também. Mas isto não impede a governança. Ainda mais que Lula, Aécio, e todos que pleiteiam influir nas próximas eleições, não querem ver aliados à míngua e devem estar ansiosos para ajudar os municípios.

Mas Hernani e seu staff não se deram conta disso. E batem cabeça. E esquecem de elaborar projetos. Brigam por ambulâncias (SAMU), quando deveriam estar cuidando de pôr em funcionamento o novo Pronto Socorro, por exemplo.

Agora mesmo, de forma bem discreta, como requer a postura pública do jornalão, sagaz tanto quanto quer agradar como também azedar o caldo de alguém, solta a notícia que para resolver a pendência na realização de cirurgias eletivas, em impasse criado entre o hospital local e a administração municipal, pensa-se em fazer um acerto entre Prefeitura de Passos e Santa Casa de São Sebastião do Paraíso.

Devem estar de brincadeira com o povo de Passos! Não é, nem de longe, menosprezar o hospital de nossa cidade vizinha. Aliás, muito bem estruturado. Mas tirar as cirurgias dos passenses, que já amargam alguns anos nas filas para serem atendidos em São Sebastião do Paraíso soa mesmo como piada.

Para qualquer cidadão medianamente inteligente é difícil entender como um médico, que faz parte do corpo clínico da Santa Casa de Passos e tem como provedor um companheiro de seu partido, o PMDB, não tenha tido a capacidade de acertar os ponteiros para que as cirurgias eletivas fossem realizadas aqui mesmo.

A conclusão que se chega, e torcemos para que estejamos enganados, é que falta capacidade gerencial, arrojo e dinamismo ao atual prefeito para tirar a saúde da difícil situação em que ela se encontra.

Agora, o cidadão também pode concluir que, se na área em que ele – Henani – prometeu transformar a cidade num mar de rosa, a coisa anda tão feia, o que esperar que aconteça em outras?

É. Não é só saúde que vai mal não!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

O direito de contestar

Recebo na tarde de hoje (05/05) um telefonema do vereador Antonio Mendonça, o Zetinho, da Câmara Municipal de Passos. Ele contesta a análise do blog publicada ontem e que pode ser conferida aí embaixo, no texto que segue, depois deste.

Em síntese disse dos elogios que a oposição fez ao vereador –Tuco e Edmilson – pela participação dele em reuniões com executivo. Para quem lida na política isto funciona como sinais de fumaça, porque já é velho dizer, onde ela existe é porque fogo por ali abrasou.

A análise ganhou repercussão na Câmara de Vereadores, com bancadas se reunindo e discutindo, pelo que pude saber, se Zetinho havia aderido ou não à bancada de situação. O vereador foi claro comigo: “cumpro meu papel, procuro participar de tudo que sou convidado”, replicou. Mas, segundo ele, isto não quer dizer “que eu esteja aderindo ao Hernani”.

Desconfio que esta posição pública do vereador, confirmando sua condição de oposicionista lhe fará cair a quantidade de convites para participar de outros eventos situacionistas. Se bem, se ele prestar atenção, os convites também costumam ser feitos por questões cerimonialistas e tem um velho ditado que Zetinho, sendo um árduo defensor do produtor rural, irá entender com facilidade: “Em festa de Nhambu Chitão não pia”.

Mas é importante que por aqui se registre que Zetinho mandou dizer que vota a favor de tudo que for bom para a cidade e vai fiscalizar o que for preciso ser fiscalizado. Em estando bom para a oposição e situação e melhor ainda para Zetinho, estamos todos nós conversados.

O jeito de déspota

Desde o dia em que o site http://www.correiodoslagos.com.br/ começou a publicar a série de reportagens sobre a compra do Country pela FESP, feita de forma contrária ao que reza o Estatuto do Clube e agora com pagamento de convênio não executado, que a direção tem mandado para a presidência da instituição o ofício com as perguntas que conferem ao presidente – ou a sua assessoria de comunicação para quem também se encaminha os questionamentos – o direito de responder o que as reportagens denunciam, nenhuma resposta se fez presente.

Não é má vontade. Parece mais ser desprezo à opinião pública, acreditando que praticam o desprezo ao site. Bobagem. O que se faz no nosso informativo é documental. Tem o peso das matérias embasadas em dados concretos e já se sabe que um grupo se prepara para questionar na justiça a transação feita na transferência do Country para a FESP.

A oportunidade para que o lado da FESP fosse explicado, como se faz com bom jornalismo, foi dada. Mas há coisas que não caem na cabeça de certas figuras, pretensas lideranças. Preferem agir mais próximo da forma dos déspotas. Esclarecidos ou não.

terça-feira, 5 de maio de 2009

O debate necessário

A reunião da Câmara Municipal de Passos na noite de segunda-feira não foi das mais movimentadas. Mas serviu, mais uma vez, para jogar luz na composição do cenário político da cidade. Oposição, pelo que se vê, fica cada vez mais encolhida e a situação cada vez mais confortável.

O que seria normal até, que é o apoio a projetos que sejam alavancadores do progresso da cidade – porque ninguém deve ser contra o que for bom para os cidadãos – agora parece mais com adesão ao status quo de quem hoje comanda o poder executivo na cidade.

Pode ser que seja encantamento com a função e que na hora que for preciso cada um lembre qual o seu papel, para que e por quem foi eleito.

O Jefinho demonstrou ontem exatamente isso na hora que usou a tribuna e disse porque lado foi eleito, que é o de Ataíde, mas ressaltou que quando for preciso saberá se posicionar ou a favor da cidade e ou pela necessidade de fiscalizar o prefeito Hernani (executivo).

Já não aconteceu o mesmo com o vereador Zetinho, citado em duas ocasiões, diga-se de passagem, de forma elogiosa, por vereadores da situação, no caso Tuco e Edmilson, por ter participado de reuniões com o staff da situação.

Não é crime. Claro que não. Mas compete a quem atua na vida pública escolher lados e dar explicação de seus atos, por menos importante que pareçam ser, aos seus eleitores, as vezes encobertos por este ente chamado de “opinião pública “.

Se enrolando

A FESP, pelos seus gestores, parece estar se afundando em mais um lamaçal. Pode ser que, conforme já aconteceu outras vezes, as coisas não dêem nada e os que hoje noticiam os fatos com independência venham ser colocados como “tumultuadores”.

Mas pelo que estamos apurando, os fatos demonstram que a compra Country Clube de Passos não prima pelo respeito as normas em vigor e que constam do Estauto do Clube. No mínimo foi uma ação temerária e que beira a irresponsabilidade.

Aliás não dá para entender certos projetos expansionistas, a explosão de aluguéis de imóveis aqui e acolá, como se não houvesse crise e se isto não tivesse conseqüência na mensalidade dos alunos.

Ah, outra coisa que não dá para entender é como estudantes universitários não percebam o que lhes rodeia e não se manifestem para questionar o que pode impedir até que consigam a sua formatuta.

Enquanto ninguém fala nada, a ação temerária continua. Mas uma coisa é certa: o silêncio não é de todos e quando for preciso questionar não titubearemos em faze-lo. E antes que a coisa se enrole a ponto de não ter volta.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

É necessário investigar

O site www.correiodoslagos.com.br traz matéria, postada agora pouco, sobre a compra ou incorporação que a FESP fez do Country Clube de Passos. Os dados levantados pela reportagem mostram que o negócio deixa margem para muitas dúvidas e que pode, como já insinua que o irão fazê-lo alguns sócios contrariados, acabar em uma pendência judicial, que contraria o qualquer ação administrativa séria, ainda mais quando se trata de patrimônio público, como admite que é assim o próprio presidente da FESP, Fábio Kallas, recém convertido em defensor da estadualização, parece.

Mas mesmo que não fosse uma entidade pública, a fundação não é propriedade de seus eventuais dirigentes, embora muitos possam se imaginar um dia dono dela, portanto não poderia dispor a torto e direito de seus recursos, muito menos fazer investimentos que coloque a instituição em risco.

O que aconteceu com a compra,( ou seria incorporação?), do Country pela FESP merece uma investigação por parte dos responsáveis pelo zelo da coisa pública, sejam eles os vereadores ou próprio Ministério Público.

Os responsáveis por esta transação precisam vir a público e explicar direitinho como foram feitas as coisas, porque agora já se sabe que o ciclo de assembléias realizadas na época não dá segurança legal ao que foi feito.

O site vai continuar atento. Buscando mais informações e cobrando das autoridades competentes e de direito, a ação que precisa ser feita já, antes que o caso se complique ainda mais e sobre apenas um lesado na história: a FESP e os seus alunos que, em última instância, mantém tudo que é a fundação nos dias de hoje.

Este é caso que exige medidas tomadas de imediato, porque tanto a ação sem freio como a omissão por parte de quem deveria estar cuidando do patrimônio da sociedade vão acabar tendo um preço insuportável para todos e aí poder-se-á ver inscrito na lápide “Passos já teve Country e Fundação de Ensino”. Mas isto é possível evitar, só que não há tempo para espera.

sábado, 2 de maio de 2009

Na lata do lixo

A melhor notícia neste feriado de 1º de maio, quando se comemora o dia do Trabalhador, de triste origem no ano de 1886, quando em Chicago oito trabalhadores foram mortos por reivindicarem melhores condições de trabalho, é a extinção da Lei de Imprensa da época da ditadura.

A lei de imprensa é um entulho que amordaçava a liberdade de expressão e que já deveria estar na lata do lixo há muito tempo. Imperou no Brasil por mais de trinta anos depois da democratização do País, a partir do grito pela Diretas Já, em 1985.

Durou este tempo todo como excrescência política, mas usada sempre para intimidar quem ousasse questionar de forma mais veemente quem empoleirado no poder usava da mão que com arma em punho ou com a força da caneta e da capacidade de influenciar colocar sob submissão o direito sagrado de dizer as coisas da melhor forma que conviesse a quem quisesse se exprimir livremente.

O jornalista, o dono da empresa jornalística, é um cidadão como qualquer outro. A lei no Brasil prevê punições a quem infringi-la sob qualquer natureza. Até mesmo pela infâmia, calúnia e difamação. Não há previsão para direito de resposta, mas é certo que os parâmetros que regem a imprensa séria talvez nem precise de jurisprudência para que tal direito seja consagrado.

O sagrado direito da Liberdade de Expressão é uma defesa de todas as instituições e, a partir da defesa desse direito, que se perpetua a defesa de todos os outros direitos. As ditaduras eliminam muitos direitos. Os regimes autoritários calam a voz de quem quer se expressar, porque sabem que com isso calam a voz de quem ousadia e capacidade para defender a sociedade dos poderosos.

E isso não é importante só nos regimes ditatoriais, mas também o é nas democracias. É neste tempo que o exercício da livre expressão da opinião consolida cultura, estabelece regimes sociais responsáveis e uma imprensa forte e também responsável.