quinta-feira, 8 de abril de 2010

Bom senso, greve e direito de resposta

O PSDB de Passos está nas mãos do grupo de Ataíde Vilela. Isto já é sabido. Mas há alteração de comando. O que estava previsto para ficar com Ataíde à frente, acaba de voltar às mãos de Dentinho. Justa a mudança. Afinal Ataíde iria ficar parecendo o dono da bola. Manja aquele que leva as camisas, escala o time porque segura a bola debaixo do braço? Então, senão tem ninguém para cercar Ataíde é o próprio.

E pelo que conseguimos apurar quem deu o chega para lá nas pretensões de concentração de poder foi o deputado federal Nárcio Rodrigues. O argumento usado foi exatamente este: o ex-prefeito já tem uma função pública no DER (alguns acham que se trata de um bom emprego), vai coordenar a campanha de Anastasia, do Nárcio e do Aécio, ser presidente do PSDB seria um pouco demais.

A Comissão Provisória do partido ficou assim: Presidente, Dentinho, vice, Rodrigo Maia, Secretário, Ezio Joelle, ainda tem o Breno e mais dois da turma do Fabio Kallas. Dentinho tem dois votos. Então a maioria fica com a turma do Ataíde.

Hoje é assim que se fala. Antigamente, quando havia pruridos ideológicos, ou era a esquerda, centro ou direita que dominava. Como nos dias atuais as utopias estão enterradas, fica assim mesmo: uma hora é uma turma que domina outra hora é a outra.

Mas é preciso fazer a ressalva, o PSDB tem à frente um jovem promissor, dinâmico e com grande sensibilidade para as causas sociais. Dentinho tem se mostrado deste modo, atuante, sempre trabalhando com o foco na solidariedade, como é exemplo o Jogo das Estrelas que promove todos os anos

Sua atuação na Câmara de vereadores é aguerrida, sem tola, como era, por exemplo, a ação de Alexandre Dentista, que a título de fazer o oposição montava o que mais parecia um circo do que uma ação política.

Sabe cobrar sem apelar e é fiel ao grupo políitico dentro do legislativo. É tido como um braço direito do ex-prefeito Ataíde Vilela e a prova maior ele deu no episódio em que Ataíde se “consagrou” como presidente do PSDB, num episódio recente. Engoliu em seco e aceitou, embora quem tenha acompanhado o desenrolar dos fatos sabe que ele teve papel preponderante para que a ala do ex-prefeito sobrepujasse a do Fábio Kallas. Enfim, Dentinho presidente dos tucanos passenses foi a reparação de uma injustiça já cometida.

Por falar em injustiça, os professores da rede pública estadual estão tentando reparar a que é feita com eles a décadas. Ganham mal, ensinam bem e não têm o reconhecimento das autoridades governamentais.

E a hora é essa mesma. Afinal Aécio Neves, alguém duvida que ele ainda manda? – não quer saber de ruído que possa lhe garantir uma cadeira no senado brasileiro.

Ah, antes de encerrar, o vereador Jefinho ligou a este jornalista contestando o texto “Frigom”, que antecede este novo post. Ele disse que criticou a fala de Cério Tiso na sessão em que ele – Cério – teceu críticas a Marcos Baldini, candidato a ser titular do FRIGOM. Disse que ia mandar um cd com áudio para comprovar o que falara, solicitando direito de resposta.

Não precisa de tanto, ao Jefinho basta a palavra, já acatada por nós, pelo respeito à sua atuação na Câmara, sempre em favor do cidadão. Mas se quiser acrescentar algo o espaço está aberto desde já.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Frigom

A reunião da Câmara Municipal na noite de segunda-feira, 05/04, foi de uma nota só. Os vereadores discutiram e alguns deles tinham a intenção de votar o projeto de lei do executivo que passa para a empresa Frigmar, de Marcos Baldini, o Frigorífico Municipal. Na reunião estavam presentes o empresário, o presidente do SINRURAL, Leonardo Medeiros, e pecuaristas como Claudio Simão, o supermercadista Jerônimo Machado entre outros.

O jogo começou a ser jogado nos bastidores. Reunião fechada na sala da presidência. Ânimos exaltados, com alguns vereadores trabalhando pela votação do projeto na reunião que iria acontecer a seguir.

Mas entre o desejo de uns e a disposição de outra (Tia Cenira), havia um obstáculo instransponível. Era necessário ouvir o lado dos empresários, já que antes outro grupo tinha passado por lá e questionaram a transferência do Frigom para quem hoje o administra. A atitude da vereadora garantiu isso.

Cério Tiso bateu com classe, mas bateu na idéia, na outra reunião. No ar ficou a impressão que Marcos Baldini não era tão “imaculado” como os documentos que ele encaminhou para a Câmara queria fazer ver. Era preciso sim que ele comparecesse à casa de leis da cidade e se expusesse publicamente, como fez.

Como bem lembrou a vereadora Tia Cenira não houve nenhuma voz que se posicionasse contra a fala de Cério Tiso, na ocasião. Nem mesmo Jefinho, que na reunião de ontem(05/04) mostrou se indignado com a fala do líder ruralista. Tão pouco Tuco, a quem a se atribui a liderança do prefeito, mas que deixou o plenário, não se sabe com medo dos dedos acusadores às suas costas, bem diferente do que fez na reunião de ontem. Nem Marquinho Salutti, na ocasião, deu o testemunho de ter vendido 1000 cabeças de gado ao empresário e ter recebido tudo certinho (Marquinho, como é feito esta transação do ponto de vista legal? Dá para mostrar para gente?).

Mas na reunião da segunda, foi a vez de Marcos Baldini mostrar a sua força. Levou gente de peso. Não precisava nem tanto. Na próxima segunda o Frigom será dele, se por 5, 10, 20, 25 ou 50 anos ainda não dá para saber, mas quem gosta de apostar pode jogar no 25. Pode dar na cabeça, e ainda pode repetir para mais 25 à frente.

É certo que o Frigom é um abacaxi para o poder público, ainda mais quando envolve questões ambientais.

Ninguém discute que as cirurgias eletivas, como lembrou Edmilson, merecem mais atenção do que gasto com abate de bois e suínos pelo poder público municipal. Mas é uma briga tola esta. A obrigação do poder público é servir a população e se por acaso for preciso o município assumir o Frigom, terá que faze-lo com o zelo necessário. Afinal, no fim e ao cabo, carne saudável na mesa do povo também é um problema de saúde pública.

Por outro lado, a prefeitura não está errada em querer passar para iniciativa particular uma atividade econômica para a qual não está preparada e que pode, pela fiscalização eficiente, exigir um abate criterioso. Não precisa ser dona do Frigom para isso.

Nem dá para dizer, como destacou Jefinho, que o caminho escolhido seja torto, e é, porque os vereadores aprovaram outras doações para outras empresas e o próprio Frigom já passou por outras mãos (açougueiros e Coperpassos), sem licitação, torto assim mesmo.

Mas de tudo se aprende uma lição: o debate é salutar, o projeto foi melhorado, exigências foram feitas, como a criação de pelo mais 50 empregos, o que elevaria as vagas lá para mais de cem. Isto tudo vai estar na lei. Quem garante que ela será cumprida é outra lei, a lei de mercado.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A eleição anda e na saúde faltam médicos

Pode parecer que não, mas a eleição anda. Os cenários vão sendo montados e a perspicácia de quem faz o jogo, também faz a diferença. Os resultados dessa movimentação vai aparecer logo logo.

O feriadão amorteceu a oportunidade de se falar no assunto, mas nós recebemos telefonemas de gente que teve que ir ao Pronto Socorro e não encontrou médicos suficientes para atendimento.

Isto o próprio secretário de saúde já afirmara a nós: faltam médicos. Mas não deu a informação de como quebrar esta inércia, apenas “leu” o roteiro que estabelece esta rotina. Ele disse que os médicos chegam aqui, começam a trabalhar e quando surge a oportunidade de irem para um centro maior vão embora.

Nada os seguram: nem a estabilidade de um emprego público. Há saídas. Uma ele vislumbra: estar sempre de portas abertas para trazer mais médicos para a cidade, o que vai esbarrar no corporativismo da turma de branco daqui. A outra, remunerar melhor os médicos, que entra a seara da capacidade de pagamento da prrefeitura.

Entre uma coisa e outra, está a luta pela implantação aqui de uma unidade de uma universidade federal, com o curso de medicina, ou retomar o trabalho pela transformação da FESP em um escola pública.

É desta visão que carece o secretario. Ele pode até ser um gestor da burocracia da área da saúde, mas é necessário que avance dentro da concepção de políticas públicas, principalmente daquelas que aproximam o aparato institucional da área da população.

Por outro lado, vamos bater na tecla de novo: a população deseja ver o prefeito Hernani atuando na área, como gestor e médico. Só isto dará à comunidade a segurança de que algo está sendo feito para reverter o atual quadro de desconfiança gerai que parece reinar na cidade.

Evidente, Hernani só poderá fazer isso em cima de medidas concretas anunciadas com antecedência a todos os eleitores. Senão, sem que perceba, o jogo eleitoral vai sendo vencido pela oposição e quando quiser levantar os olhos, poderá ser tarde demais

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Entre Anastasia e Hélio Costa, há Dilma e Serra

A pesquisa Empop, realizada entre 20 e 25 de fevereiro, além do cenário para deputado estadual e deputado federal, que agradou alguns e desagradou a outros, que deveriam, alegres e tristes, antes ler os dados com atenção e afinco, uns para melhorar o desempenho, outros para encontrarem rumos, trouxe também dados sobre as eleições gerais.

Estes dados também precisam ser avaliados. Eles podem e vão influir no pleito regional, na escolha de deputados da região, tanto para estadual como federal.

Ao contrário do que imaginam alguns candidatos, a decisão do eleitorado não será pela polarização entre eles. O eleitor não vai prestar atenção nisso. Portanto poupem as gargantas e os dedos aflitos na tentativa de desqualificar o adversário, nesse caso, suposto, porque o foco vai estar na capacidade de cada um mostrar com quem está a nível de eleição majoritária, tanto para o governo de Minas como para o governo federal.

Em Minas, em todos os cenários em que aparece, Hélio Costa lidera. Naquela época, em Passos, Hélio Costa, e naquela época não era uma data tão distante já que fevereiro está ali pouco atrás, aparecia com 55% na intenção de votos, enquanto Anastasia ficava entre 9% a 11% e os petistas Fernando Pimentel e Patrus Ananias apareciam com 9% e 6% respectivamente. Naquela a hora a pesquisa EMPOP batia com as feitas em Minas. Hoje, os dados mostram um crescimento de Anastasia e uma queda de Hélio Costa.

O que interessa é o que cada candidato pode fazer com isso. Os ligados a Hélio Costa podem colar o nome deles ao do candidato do PMDB ao governo de Minas. Nesse caso Alexandre Maia, se souber fazer, leva vantagem.

No caso de Anastasia, Tuta e Cássio Soares não disputam uma proximidade com ele, mas com Aécio Neves, o que pode ser bastante útil tanto para como para outro. Aí é preciso pontuar que Cássio Soares até agora apareceu melhor na foto. Soube aproveitar o presente, resta a Tuta mostrar que saberá usar o futuro.

Os dados da pesquisa não são suficientes para dizer o futuro, mas o quadro em que está inserido cada candidatura contribui, e muito, para isso. Alexandre constrói sua pré-candidatura ampliando o leque de alianças, ouve-se muito que ele está próximo de Saraiva Felipe e Odair Cunha, para trabalhar esta região. Afora isso, também se ventila sua expansão para outras regiões de Minas na garupa de Wellington Salgado. Isto pode lhe dar a presença em pelo menos 70 cidades, na condição de candidato a deputado estadual.

Pelo lado de Tuta, conseguimos apurar que a aliança dele com Domingos Sávio abre o leque de sua presença em pelo menos 20 cidades e no caso de Cássio Soares, uns apostam na sua presenças em todo o Estado de Minas, em razão de sua atuação na secretaria de defesa social, mas suas ações mostram que o foco dele será na região da AMEG e AMOG, algo em torno de 40 cidades.

O caso mais complicado é o de Tuta, que vê sua base em Passos rachada em torno de Domingos Sávio e Nárcio Rodrigues. E, no caso, não é um simples racha, mas trata-se do melhor eleitor que ele tem, que é Ataíde Vilela, que não está impedido de pedir voto para Tuta, mas não irá faze-lo para Sávio e isto pode prejudicar o apoio que Domingos poderia lhe dar em outras regiões.

No caso da candidatura para deputado federal, o quadro tem uma novidade, que é o do ambientalista Alexandre Pereira, que não foi citado espontaneamente na pesquisa EMPOP. Ele e Wagner Caldeira, têm um trabalho importante para fazer, que é da popularização do nome, que no caso de Renato Andrade, já está feito. Ao Renato cabe consolidar seu nome na região.

Para finalizar, dois nomes ainda podem ajudar as candidatras locais. Dilma e Serra. É a forma de cada um dos pré-candiadatos agir que ajudará Passos e região construírem candidaturas fortes e o resgate da presença de líderes políticos tanto em Minas como em Brasília.

terça-feira, 30 de março de 2010

BR 146, MG-050, SAMU, Tucanos e Acreditação

A Câmara Municipal de Passos teve ontem uma reunião rápida. Foi mesmo uma daquelas para assinar ponto. Estavam todos se preparando para ir a uma reunião no Passos Clube, quando seria comemorado o fato da Santa Casa de Misericórdia de Passos ser acreditada no nível 2, um patamar acima do nível 1. A acreditação é uma forma de avaliar os serviços que hospitais prestam aos usuários. No Brasil são poucos os hospitais que buscam se inserir nesse sistema. A Santa Casa de Passos é a primeira do Brasil que recebeu a acreditação de nível 1 e agora recebe o de nível 02.

A participação dos vereadores, daqueles que foram (Tia Cenira, Nivaldo Chaparral, Dentinho, Zetinho, Marquinho Salutti e Renato Andrade), era necessária, como forma de demonstrar o apreço da população pela busca de qualificação do maior hospital de Passos e região.

Mas ontem os vereadores foram surpreendidos pela informação, dada pelo prefeito José Hernani em articulação com o deputado federal Odair Cunha, de que a BR-146 fora incluída no PAC 2. Acontece que no final de semana a Câmara mobilizou prefeitos, vereadores e deputados para discutir exatamente isso.

Para Nivaldo Chaparral a inclusão das obra no PAC 2 aconteceu em razão da pressão dos legisladores e da região. No fim, é assim mesmo que acontece. Uns pressionam, outros agem e se a obra sair mesmo, quem ganha é a região. Acho que está passando da hora de nossas lideranças amadurecerem e pensar que unidas poderiam fazer muito mais por Passos e região.

Renato Andrade disse que os vereadores conseguiram, da mesma forma, acelerar o organograma da MG-050. E Dentinho anunciou que o secretário Danilo de Castro anunciou obras da MG-050 para a região de Passos.

E o SAMU vem mesmo. Há os que torcem para que ele saia antes da eleição. Outros querem ele só seja viabilizado depois, para não gerar benefício para a candidatura possível de Alexandre Maia a deputado estadual. Olha a cabecinha dos nossos políticos de novo.

O secretário de saúde em conversa com este jornalista, disse que será necessária a formação de um consórcio próprio e que vai brigar para que mais cidades adiram ao programa, Hoje já são 24, das 17 iniciais. Ele argumenta que quanto mais cidades aderirem mais baixo fica o custo para as prefeituras.

O risinho solto de políticos de oposição presente á prosa não esconde um fato, mesmo que haja divergências entre os que hoje brigam para que o SAMU seja realidade em Passos, que é o que aponta Alexandre Maia como alguém que primeiro pelejou para que o sistema fosse implantado por aqui.

Os que tentarem explorar a demora terão que ouvir que o SAMU já esteve por aqui e foi devolvido pelo ex-prefeito Ataíde Vilela, num erro político crasso, muito ligado a um velho ditado: “quem pariu Mateus que o embale”. Ataíde aceitou o jogo, mas não conseguiu sustentá-lo. Ou seja não conseguiu embalar Mateus.

Aliás Dr Cleiton está entusiasmado com a implantação do protocolo de Manchete, um método que estabelece critérios de prioridade no atendimento nas UPA’s. Ou seja todos podem bater a porta do Pronto Socorro, mas serão atendidos de imediato quem esteja precisando ser atendido de imediato. Os outros poderão esperar muito ou serem triados para equipamentos de atendimento à saúde.

É o caminho. Mas é preciso ter médicos prontos para fazer isso. E este é o nó, reconhece o secretário de saúde. Eles sempre são em número insuficiente e pelo espírito corporativista agem em todo instante na defesa de seus interesses econômicos. Há até a história da operação de varizes, inclusa nas cirurgias eletivas, para o que não se consegue cirurgião. Sabem por que? Os que ai estão querem ganhar mais que a tabela aceita pela maioria dos seus pares.

E para finalizar, já que a prosa se estende, Ataíde Vilela vai ser o presidente do PSDB em Passos, derrotando Fábio Kallas, que mesmo assim vai manter seus apaniguados na executiva. Menos mal. Apenas um reparo: Dentinho estava preparado para assumir, mas Ataíde se “prontificou” a ser o presidente, aí o vereador fez bem em guardar a viola no saco,

sábado, 27 de março de 2010

Ponte para o futuro

O governador Aécio Neves, acompanhado do vice Antonio Anastasia, esteve em Passos e São Sebastião do Paraíso. Inaugurou obras, prometeu outras e fez política em favor de Antonio Anastasia.

Primeiro aos fatos. Ao descer no Aeroporto José Figueiredo descerrou placa pela ampliação da pista de 1300 para 1500 metros. Foi para o município de São João Batista do Glória. Lá, em palanque próprio, recebeu o titulo de cidadão honorário, honraria concedida também ao vice Antonio Anastasia.

Aécio disse que a ponte da integração não ficaria nisso apenas e que estava autorizando a elaboração do projeto de pavimentação asfáltica entre São João Batista do Glória e Definópolis.

Findo a solenidade, partiu para São Sebastião do Paraiso, quando liberou recursos para o Hospital do Coração e inaugurou a Arena Olímpica, uma obra que atravessou décadas, finalizada agora quando as lideranças políticas de lá tentam emplacar Melles como vice de Anastasia.

Por aqui, as saias justas de sempre.

Dr Gleisson Martins, dentro de seu território, foi aplaudido como o pai da obra. O prefeito de Passos nomeou outros tantos, além do ex-prefeito do Glória. Nem uma menção, claro, a Ataíde Vilela, que estava no palanque.

Aécio Neves, ao discursar, disse que a obra não era algo feito por uma pessoa apenas, mas que contou com o apoio de muita gente, inclusive sem mandato, e nomeou Dr Gleisson para representá-los.

Ao longo do discurso de Aécio, o ex-assessor de comunicação do prefeito anterior de Passos, Júlio Mattar, sentindo que o nome de Ataíde não seria dito, falou, pelo menos, por três vezes, ao deputado federal Nárcio Rodrigues, se o nome do ex-prefeito não seria citado. A reação do presidente do PSDB de Minas foi a de dar de ombros, dando a entender que não cabia tal citação.

Um fato que passou despercebido e que não empanou o brilho de ver a ponte inaugurada e o povo caminhando sobre ela como se tivesse indo de encontro ao futuro. E quem viver verá que é exatamente este papel que ela vai cumprir.

Ontem foi um dia de festa para os que foram lembrados, para os que nem tanto assim, mas que também tiveram o seu papel. Todos ajudaram a abrir as portas do desenvolvimento do turismo com faceta profissional e com o caráter de empreendimento.

No aspecto políitico, além do entusiasmo de Aécio Neves, houve a pacífca manifestação dos professores, que lutam por melhores salários e estenderam faixas de protesto contra o governador. Nada mais justo e certo do que a manifestação feita, porque de verdade os trabalhadores na educação estão longe de terem o valor que merecem.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Alex Reis

Ontem, quarta-feira, 24/03, fui a festa da 47ª EXPASS. O público era pequeno, como me disseram que tem sido todos os dias até agora. Mas havia no ar algo de familiar.

Parecia que as duas mil pessoas que lá estavam se conheciam, tinham alguma intimidade.

Não demorei descobrir porque. No palco, bem arrumado, num cenário cleam, mas eficiente, subiu Alex Reis.

E cantou. Sua voz transitou nas músicas que todos os dias ouvimos por aí, cantadas por outros nomes mais famosos.

Mas ele soube cantar e agradou.

Agradou ainda mais porque dá para perceber que ele corre atrás do sonho e vai assim, aos poucos, moldando a realidade, construindo seu público.

Ontem foi um dia de Alex e ele soube cativar a todos que apareceram no Parque de Exposição Adolpho Coelho Lemos.