sexta-feira, 5 de março de 2010

Parece sério

O governador Aécio Neves, quando ontem inaugurava a cidade administrativa em BH, disse que não pretende mesmo ser vice e que o tempo de ser candidato a presidente passou. Pareceu sério e quanto mais sério parece mais deixa entrever que pode ser tanto uma coisa como outra.

O buxixo em Passos, entre pré-candidatos correu por conta de pesquisas que teriam sido realizadas. É meio como cabeça de bacalhau. Todo sabe que existe, mas ninguém viu.

Os “resultados” agradaram a uns e incomodaram a outros. Não é para tanto, se caso se confirme mesmo a existência de tais dados. Pesquisas são retratos instantâneos de momentos e como tal devem ser entendidas.

Ninguém ganha eleição ou perde por causa de pesquisas, mas que são instrumentos guias elas são. É preciso saber le-las.

Enquanto isso a dengue continua assustando. Mas nem tanto quanto deveria. Apesar do aparato de guerra que a prefeitura montou notificando instituições, empresários e moradores, as vistorias mostram que a preocupação é mínima com as notificações recebidas.

Seria bom que atenção maior fosse dada. Afinal a dengue só pode ser combatida de modo eficaz se houver cooperação de todos. Então, deve chegar, e isto já na semana que vem, a hora da ação da promotoria e ai poderá haver choro e ranger dentes, mas, nesse caso, é importante que se faça, mesmo que custe R$30 mil para os infratores que não entenderam que era melhor cooperar para o próprio bem estar deles.

quarta-feira, 3 de março de 2010

E agora José?

Olha José era bom quando você levantava bandeiras.


Lembro muito bem, porque nem tanto tempo faz assim, de ver você encabeçando a proposta de amor pela cidade.É mesmo muito bom amar Passos....a gente se acostuma e, sinceramente, é um lugar que merece todo amor que podemos lhe dar.


Confesso que achei bonito, mas pela natureza de minha profissão e porque não sou poeta, embora Carlos, desconfiei e fui investigar.


Olha José, assustei quando vi que uma lei de origem popular, que pretendia regulamentar o tema nepotismo (que ironia!) tinha a assinatura até de defuntos. Por isso deixei de crer na sua honradez de homem público, porque já se sentia o odor do oportunismo e da falta de compustura.

Ora direis (tento a veia poética, pode ser que cole), o mundo político é assim mesmo. Os governantes têm que fazer alianças, senão não governam. É verdade, e nesse sentido, os articuladores do atual executivo têm lá suas razões, afinal o governo anterior fez algo semelhante.

Mudar este modo de pensar, só mesmo com a prática da democracia por anos a fio e todos sabemos que paises centenários nesse mister ainda cometem suas gafes.

Mas falo a você José.


Muita gente creu no que dizia defender e se decepcionou em vê-lo assumindo uma função que muitos desconfiam que não tem preparo para assumir. Para isto pelo menos terá tempo de mostrar o contrário.

José vale a pena a mudança de rumo?


Esse cargo lhe serve para que? Para o PSB ser situação. Mas para isto não era preciso tal atitude, quem acompanha as sessões da câmara via sempre o partido afinado com a situação e ninguém pressentia erro nisso. Ainda mais que quase sempre o voto dado era em favor de projetos em favor da cidade.


E agora José?


A palavra não tem valor José?


Os princípios existem para ser enterrados?


José por que dizia que amava Passos, quando na verdade demonstra apego por aquilo que condenava nos outros?


E agora? O que quis ensinar com seu gesto ao aceitar o cargo ofertado?


Que tudo é mesquinho quando a alma é pequena?


E agora José Geraldo? Você ainda tem coragem de olhar na cara dos que confiaram na sua palavra?


É José

“.. tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

terça-feira, 2 de março de 2010

Sinal de alerta

Na reunião da Câmara Municipal de ontem (01/03), além do normal embate em torno da saúde, ainda mais quando se observa que a dengue é mesmo uma epidemia na cidade, outro assunto abordado foi o da segurança pública.

O vereador Jeferson Faria, o Jefinho, tomando como base de argumento o recente assassinato de um jovem de 16 anos, encontrado num bueiro, pediu apoio mais eficaz da administração municipal ao setor.

Tuco saiu em defesa da administração municipal. Lembrou que a polícia militar hoje é bem equipada e destacou que a civil conta, falando apenas de pessoal, com quinze funcionários cedidos pela administração municipal. E que policia militar também recebe ajuda da prefeitura. Ainda se falou da criação de uma nova Cia de Polícia Militar que será instalada no bairro da Penha.

Jefinho retrucou: a prefeitura precisa destinar mais recursos para a segurança pública, como forma de garantir bem estar e qualidade de vida aos moradores dos bairros da cidade e citou as emendas propostas com este objetivo.

De qualquer forma quando o galo canta na Câmara Municipal, na expressão de qualquer vereador, é bom ficar alerta porque isto é sinal de que as coisas estão fugindo de controle.

Foi assim com a dengue. Edmilson Amparado, que é vereador da base de sustentação de Hernani, pediu até que a Câmara Municipal fizesse uma audiência pública em torno do assunto. Isto não faz mais que 20 dias. De lá para cá a epidemia explodiu em Passos e tudo tem sido tratado como se fosse uma rotina. Não é.

Atento para esta situação está Rogério Queiroz, que dirige o CEREST, que trabalha problemas relacionados à saúde do trabalhador. Ele, que também dirigiu a Vigilância Sanitária, resolveu articular o combate à dengue dentro de um esquema de “guerra” e de ações que visam mobilizar a comunidade para a sua responsabilidade no combate a proliferação do mosquito vetor.

Rogério lembra que a zoonose elimina focos encontrados, mas volta só depois de 40 dias, tempo suficiente para a realimentação dos criadouros. O especialista lembra que há instrumentos legais que obriga a “comunidade” a desfazer dos focos e cuidar do ambiente para que não sejam criadas situações adequadas para que o mosquito venha se procriar. É disso que uma equipe criada por ela vai cuidar.

Divididos em grupo, os 20 trabalhadores do CEREST e da Vigilância Sanitária (14, sendo quatro estagiários), vão trabalhar os locais de risco (comercio, casas) com uma planilha que estabelece os cuidados e os prazos para a realização das tarefas que evitem a dengue. Outro grupo da equipe faz a avaliação e vê o cumprimento da determinação feita pelo grupo anterior.

Caso as determinações não sejam cumpridas, aplica-se a lei, incluindo comunicado ao promotor Éder Capute. As penalidades previstas prevêem multas de até R#30 mil reais.

A decisão do grupo do CEREST e Vigilância Sanitária nasce dentro do espírito do velho Osvaldo Cruz, de mobilização social e de imposição do que deve ser feito, nesse caso, para defender a saúde pública. Educa-se pela dor (do bolso, ainda melhor que a da dengue), se for necessário, embora bastasse aos pais de ter a consciência que os filhos têm hoje, adquirida nas escolas.

O curioso é que a iniciativa é do grupo, sem qualquer participação do secretário de saúde, Cleiton Piotto, por exemplo. Isto aí é apenas para mostrar que em Passos não há política de saúde pública, e não haverá enquanto permanecer no comando alguém que pensa que gerenciar a saúde de um município do porte da cidade que vivemos, é a mesma coisa que gerenciar uma empresa particular focada nos resultados sociais da mesma. Não é. Saúde pública exige presença para efetivar ações, muito mais do que olhar dados, conferir tabelas e observar resultados estatísticcos, antes é preciso saber interpretá-los com foco na realidade e mudá-la para melhor. Já deu para perceber que esta não é a praia do Dr Cleiton Piotto. Os dados estão ai nas casas dos passenses, representado pelo epidemia da dengue, incontestáveis.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Aécio pode

O Datafolha, instituto do Folha de São Paulo, publicou nesse domingo (28/02) mais uma rodada de pesquisa de opinião constatando o crescimento da candidatura de Dilma Roussef e a queda de José Serra e perda de importância da candidatura de Ciro Gomes para a sustentação de um segundo turno para a candidatura da situação. Parece que o apoio de Lula e a impopularidade Serra são suficientes para isto.


A luz está amarela para Serra e Aécio Neves, enquanto para o primeiro tende à vermelha, para o segundo tende à verde, no que diz respeito à candidatura para presidência. Ao governador de Minas ainda deve caber uma grande dose de paciência, para suportar a pressão dos tucanos paulistas para que seja vice de José Serra, mas se for para arriscar uma candidatura certa como vitoriosa ao senado para correr risco numa eleição à presidente, evidente que Aécio deverá querer concorrer ao cargo de titular à presidência da república.


Para que Aécio convença seus pares de sua viabilidade eleitoral, já que as pesquisas o colocam com percentual em torno de 20%, terá que trabalhar alianças que favoreçam seu crescimento. A picada aberta para isso é Ciro Gomes. Se Lula não souber conter os que acham que Ciro não serve mais aos interesses da situação, Aécio terá um vice de peso, que agrega grande parte do nordeste em torno de si. Mudança de quadro maior virá quando o governador arrastar para seu entorno parcelas do PMDB.


Difícil? Nem tanto, Aécio já tinha combinado isso tudo antes de anunciar seu afastamento da disputa pela indicação à presidência pelo PSDB, agora chegou a hora de resgatar a fatura, guardada num canto estratégico de uma gaveta qualquer de seu escritório político e esta vendo a oportunidade de retira-la de lá. Basta que chova um pouco mais em São Paulo que se fará o milagre: enquanto as águas da enxurrada levam para o ralo a candidatura de Serra, as chuvas de lá regam o sonho do mineiro Aécio de ser presidente do Brasil.


Outra opção não serve, porque não será respeitado o peso eleitoral nem o capital político amelheoado perlo governdor de Minas, o que leva a conclusão de que se não prevalecer o respeito dos tucanos paulistas ao peso da liderança articulada de Aécio, melhor ganhar o senado e deixar que as águas levem de vez a candidatura de Serra, sem dor e arrenpendimento, para o ralo.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

De mobilização e ação

A notícia de destaque hoje é que o promotor Éder Capute, da Curadoria da Saúde em Passos, vai promover reunião com o setor de saúde para tomar providências com relação a proliferação da dengue em Passos, que é mesmo uma epidemia.

O prefeito José Hernani que é tido como uma liderança comprometida com a área de saúde, e por isso mereceu o respeito do eleitorado de Passos, deve estar vermelho, de raiva mesmo, já que seu secretário de saúde, o médico Cleiton Piotto, no lugar de dar resposta efetivas para a coletividade, preferiu o bate boca nas colunas do jornalão com quem o próprio secretário acredita ser um fantasma. Enquanto isso a dengue se alastra e a promotoria precisa chamar as falas o setor. Lamentável.

Ainda bem que nem só de notícia ruim vive a cidade com relação à saúde. Terça-feira, dia 02, o prefeito José Hernani, o secretário de saúde (Dr Cleiton Pioto), e o assessor especial Alexandre Maia vão a Itatuí, São Paulo, participar da entrega da ambulâncias da frota do SAMU para diversas cidades. Para a região vêm seis, num total de dez.

Para Alexandre Maia, que coordenou todo o trabalho para vinda do SAMU para a região, a implantação do socorro de urgência do governo federal aqui no sudoeste de Minas, a partir de Passos, tem um gosto especial.

Ele, enquanto deputado federal, trabalhou a vinda dessas ambulâncias para cá, mas na época, o ex-prefeito Ataíde Vilela, resolveu devolve-la, depois de uma avaliação de custo/benefício. Tudo bem que o prefeito não quisesse, mas não deveria te-lo aceito no primeiro momento e até desfilado dentro de uma delas pelas ruas da cidade.

São dessas ações impensadas pelas quais passa-se o resto da vida acertando conta com elas.

O importante para a comunidade é que equipamentos de saúde são bem vindos e nunca são demais.

Por falar em Ataíde, ontem à noite o grupo dele “lançou” a pré-candidatura do médico José Orlando Tuta a deputado estadual, que já começa devendo R$ 1 milhão de reais para que “zerar” fila da cirurgia eletiva em Passos, que foi o que divulgou sobre pedido feito ao governador Aécio Neves recentemente em Guaxupé.

Mas quem foi a reunião diz que ela foi muito positiva e que faltou apenas umas 20 cadeiras das quatrocentas que o plenário da Câmara Municipal tem para que o ambiente pudesse ser lotado. Foi lá que a reunião aconteceu.

É, estamos em campanha, cada um mexendo o pauzinho que pode, colocando as cartas na mesa para que o eleitor escolha o preferido. No cardápio: Cássio Soares, para estadual e as pré-candidaturas de Wagner Caldeira e Renato Andrade para deputado federal, para ficar só nos nomes da terra.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A dengue assusta

São 235 casos notificados em Passos, mais de 30 confirmados, este é o resumo do quadro da dengue em Passos. As razões para isto são muitas. Algumas delas são até fáceis de elencar: o quadro é geral, o País inteiro volta a ter número alarmantes de focos do mosquito; em Passos lotes de engorda são muitos e os proprietários dos mesmos não se importam mesmo em mante-los limpos; a população residente resiste em deixar os agentes trabalharem; a cultura reinante, principalmente para os meus velhos é de considerar o zelo no combate à dengue um incômodo; a falha na aplicação da legislação, que existe, mas não é colocada em prática, porque o município não tem condições logísticas para implementá-la, as casas fechadas, que criam as condições propícias para o surgimento e proliferação do mosquito.

Tudo isso é fato.

Como é fato que os agentes de zoonose trabalham para tentar dar conta do combate. Mas falta o essencial: políticas públicas e ação motivadora para a sua execução.

É quase certo que os articuladores políticos da prefeitura, como o chefe de gabinete Telmo Santiago e o prefeito José Hernani, têm feitos cobranças nesse sentido – da ação mobilizadora, mas aí não contam com a presença necessária do Secretário da Saúde, Cleiton Pioto.

Passamos bastante tempo sem voltar ao tema. Até para que pudéssemos nos ver equivocados. Mas não. Os fatos e o dia-a-dia nos confirmam. Lugar de secretário de saúde é na secretaria da saúde e isto é público notório não se vê e nem adianta dizer que quem fica na secretaria é pessoa muito próxima e de confiança, que é impossível dizer que é como se presente tivesse que isto não é verdade.

Já passa da hora do Secretário Cleiton Piotto pedir para sair ou então que alguém o faça pedir, porque o povo de Passos merece respeito. Que ele continue atuando como grande médico que é,em seu consultório particular, onde passa grande parte do tempo, e que a política pública na área da saúde venha ser exercida por quem tenha vontade de faze-la.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Batendo no bronze

Não é o coração que está precisando de uma “sacudida” para funcionar direito. Foi o que aconteceu na reunião da Câmara de ontem (22/03), quando os vereadores - tanto de oposição como de situação – buscaram uma forma de se inserirem na pavimentação de 42 ruas, feito recentemente noticiado pela prefeitura de Passos.

Tia Cenira lembrou do requerimento que fez pedindo a pavimentação de ruas do Penha II, por onde tudo começou no último sábado. Edmilson não se fez de rogado e destacou que o seu ofício, feito na mesma ocasião, pedia a pavimentação de todas as ruas. Já Dentinho foi no alvo: todos têm mérito porque a câmara aprovou o projeto que permitiu a prefeitura conseguir os recursos do Somma II, destinados a asfaltar vias públicas.

Depois continuaram batendo no bronze. Uns para elogiar a administração; outros para criticar.

O vereador Renato Andrade destacou o oficio que recebeu do secretário de Aécio Neves, sobre o encaminhamento que deu a oficio de autoria dele- vereador - que pedia agilização das obras da pedagiada MG-050. Lembrou também das notícias que apontam a liberação por parte do governo do Estado de R$80 milhões exatamente para isto.

Logo no início da sessão, Edmilson e Tuco, pediram para constar uma fala de Tia Cenira, na última sessão, em que era mencionada a palavra maracutaia. Fita ouvida, tal frase foi constada, mas não no contexto que os autores do pedido imaginavam que fossem, conforme avaliou a vereadora, para quem a intenção era “ver” se ela teria ligado a palavra maracutaia ao fato da prefeitura ter enviado à Câmara projeto que transfere o Frigom, por concessão, a uma empresa particular. Não se conseguiu tal clareza.

Estranho foi ouvir o vereador Tuco dizer da tribuna que anda dormindo tão tranqüilo que a fronha de seu travesseiro amanhece molhada de tanto suor e que o sono é tão tranquilo que precisa de dois travesseiros para suportá-lo.

Que leveza mais esquisita essa, hein?