terça-feira, 26 de outubro de 2010

Restaurante Popular x Assistência Social

Empresários, representando o setor confeccionista, estiveram na Câmara de Vereadores na noite de segunda-feira (25/10/. Foram reivindicar que o restaurante popular não fosse construído onde funcionou a antiga rodoviária.
Para eles, o local deveria ser uma espécie de portal de entrada da Avenida Francisco Avelino Maia, a Avenida da Moda, já assim consagrada pela opinião pública, mas que na verdade é um verdadeiro shopping a céu aberto.

Eles têm razão em propor a discussão. Assim como o vereador Edmilson Amparado também tem em defender a realização de uma Audiência Pública para debater o tema.

Estranho foi ouvir vereadores se posicionando contra a construção do restaurante popular, usando argumentos tão e igual estranhos também.

Nada a ver, por exemplo, misturar o papel do restaurante popular, que tem como prioridade servir comida equilibrada do ponto de vista nutricional e de custo baixo a trabalhadores, co ma ineficiência do serviço de assistência social, conforme opina nesse sentido a vereadora Tia Cenira, que sempre tece críticas ácidas contra Auro Maia, principalmente na sua incapacidade de fazer funcionar o serviço de doação de cestas básicas às pessoas comprovadamente carentes.

Muito menos dar a entender que a construção de um restaurante popular na Avenida da Moda confrontaria com a luxo das roupas e a pobreza de um restaurante denominado popular.

Aí é falta de conhecimento total e nem precisava ir tão longe. Se não quisesse ir em Alfenas para ver como são servidas 600 refeições/dia, poderia ir ali na FESP, em que pese ser voltado mais para universitários, para entender como a proposta é boa e importante para toda a cidade.

Na reunião de ontem ventilou-se que donos de restaurantes estão se mobilizando porque temem a concorrência. Podem até ter certa dose de razão. Nesse caso, o importante é estabelecer normas de fornecimento. Priorizar o trabalhador do setor de confecção, garantindo a ele o acesso prioritário às refeições, que pode eliminar a marmita, se a refeição girar em torno de R$4,00, no lugar de R$8,00 como se vê hoje na maioria dos self service que existem na cidade.

Ademais, o restaurante popular seria um sinalizador de preços para o mercado, garantindo maior estabilidade de preços e mais clientes para os particulares.

Assim, uma coisa é a discussão em torno do local. Outra é a discussão tola se o restaurante deveria existir ou não. É claro que sim. Os trabalhadores da Avenida da Moda iriam agradecer e a cidade poderia dar uma demonstração de respeito a quem produz uma de suas maiores riquezas, a moda, ofertando comida de primeira, balanceada, que cabe no bolso dessas pessoas.

Um comentário:

  1. Todos estão vendo que aquele é um péssimo local para um restaurante popular, menos o prefeito e o seu secretário de assistência social que acha que com a construção do restaurante popular justifica o seu salário e a sua incompetência. Ainda bem que está faltando apenas dois anos...

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