terça-feira, 29 de março de 2011

A violência em Passos beira a indignação

Exatamente um dia depois que foi instalada a Comissão Comunitária de Segurança da Câmara, que tem o vereador Edmilson Amparado como presidente, José Eustaquio Nascimento, o Taquinho, como vice e Auro Maia, secretário de Assistência Social do Município como secretário, e que tem o objetivo de propor soluções para combater a violência em Passos, mais dois assaltos a mão armada aconteceram cidade. Lógico que esse grupo nem teve tempo de pensar em propostas, mas o comentário é feito para deixar sem margem de dúvida o quanto a violência contra a sociedade esta alarmada com a onda que corre por todos os cantos.
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Claro, a violência não se combate com repressão apenas. Vou deixar isso tranparente para entrar no mérito do que vem causando indignação à população, sem delongas.

Escrevo como cidadão. Sem apelos políticos, sem pretensão de análise. Apenas como alguém perplexo pela falta de ação das policias. Pela incapacidade que tenho de entender como que as policias não conseguem mapear as zonas de risco, de concentração de marginais, de montar um esquema de proteção aos alvos prediletos dos bandidos. Qualquer pessoa medianamente informada, em conversas informais, discute locais, pontos vulneráves, com razoável desenvoltura.

Quem na cidade não ouviu uma história assim: “acabaram de assaltar um posto de gasolina”;  “roubaram um supermercado”, “dois encapuzados de moto assaltaram um traileir de lanche”. "bar foi roubado por bandidos empunhando revólver na cabeça do proprietário"? Quem? 

Evidente, não sou especialista, mas já ouvi dizer que a Polícia Militar tem seu grupo de inteligência. São os soldados e oficiais que atuam na condição de espiões, a paisana, infiltrados entre marginais, como tem que ser mesmo, mas não temos tido notícia de que esses tenham conseguido identificar essas quadrilhas que infestam a cidade. 

Não é caso, não vamos cometer essa tolice, de pedir aos policiais que quando prenderem alguém informarem que foi devido a ação da inteligência. O que a sociedade quer é se sentir segura, até para desenvolver ações sociais que mudem a longo ou médio prazo este estado de coisas.

Hoje o que precisa é que Policia Militar mostre sua presença nas ruas,  patrulhe, vigie os locais visados, entre nos bairros conhecidos de todos nós onde ficam a maioria dos marginais.  Nem precisam me desafiar para dizer quais são. Eu imagino. Eles, os policiais –aqui tanto civis como militares – sabem com certeza.

Também se sabe que as policias têm suas estratégias de combate. Mas isto não esta sendo percebido pela comunidade e a comunidade aí inclui os bandidos que não temem a autoridade policial, pelo menos é o que parece.

Ninguém torce para que as policias saiam executando a torto e direito.  Mas o clamor da rua é por proteção. Os cidadãos querem sentir que a segurana existe. Que as policias  têm plano de ação para momentos como este, de grande incidência da violência. 

Até outro dia um amigo, brincamdo, se referia a São Sebastião do Paraíso como um bairro violento de Passos.  Não me lembro de ter ouvido qualquer notícia de grande aparelhamento realizado por lá que não tenha ocorrido aqui. Vi viaturas chegando tanto aqui como lá. Vi armas sendo destinadas tanto aqui como para lá.  A diferença para mim é imperceptível, mas lá a onda diminuiu, Nem é onda violenta. Aqui parece que estamos sendo atingidos por um tsumani.

A sociedade se envolveu, disso com certeza virão efetivos, equipamentos e recursos que vão permitir ações melhores e mais eficazes, mas a cidade espera desse grupo que hoje aí está uma atitude que se mostre mais efetiva e faça o cidadão se sentir seguro e o bandido respeitar o braço armado da lei. 

Já seria um bom começo!

quarta-feira, 16 de março de 2011

A Polícia Militar se movimenta


Amanhã, quinta-feira, 17/03, acontece na Câmara Municipal a reunião especial que vai debater a seguraça pública no município. O debate está marcado para às 20 horas, antes o Tenente Coronel Rezende paraticipa da  inaguração do Programa Juventude Cidadã, às 19 horas no auditório do 12º BPM.  Interessante que desde o anúncio da audiência que a Câmara se propôs a realizar, até por sugestão do próprio comando, as coisas começaram a serem movimentadas pelo lado da Polícia Militar.  De lá para cá aconteceram notícias de prisões de traficantes,  aumento de efetivo nas ruas, motos patrulhando, unidades móveis colocadas em locais estatégicos, anúncio da nova sede da 77ª Cia PM, de novas viaturas e de mais homens  nas ruas. É certo que os roubos em supermercados continuam acontecendo, tentativas de assassinatos também. Mas tem sido alvissareiro ver a Polícia Militar se aproximar mais do cidadão e, especialmente, vê-la atuar com mais desenvoltura no combate ao crime.

É claro que a expectativa  do cidadão não é que a violência seja eliminada de vez, mesmo porque para isso seriam necessárias ações sociais que fogem da alçada da Polícia, como políticas públicas de geração de empregos, oportunidade de formação profissional, acesso ao ensino superior gratuito e também às práticas esportivas e de lazer. 

No entanto, quando se vai debater a segurança pública, espera-se que as polícias militar e civil mostrem o que fazem , o que podem fazer e o que a sociedade pode ajudar para dar sua contribuição no sentido de  diminuir a criminalidade em Passos. Da Polícia Militar está vindo um bom exemplo quando se vê a movimentação que ela exercita nesse momento.  Já a Polícia Civil, que anda sem titular no comando da Regional de Passos, está em silêncio, sem qualquer anúncio em torno do assunto combate à criminalidade. 

Vamos ver o que tem a dizer na reunião do dia 17 próximo, ou seja, amanhã.

Mudando de assunto.

A Crediacip fez sua assembléia geral ordinária no último dia 11, renovou o Conselho  Fiscal e apresentou aos associados uma sobra de R$4,4 milhões.  Sobras no jargão das cooperativas de crédito significa o lucro de que elas têm no período de um ano.  Quando isto acontece nos bancos comerciais este lucro gera resultados na valorização das ações que as instituições disponibilzam  no mercado. No caso das cooperativas a AGO decide o que fazer, respeitando a legislação que determina que 10% deve ir para o Fundo de Reserva Legal da instituição. Em Passos, a proposta da direção capitaneada por José Eustáquio do Nascimento, foi de que 40% da sobre liquída (já separado que deve destinado por força de lei) fosse para a reserva legal e os 60% restantes distribuídos entre os cooperados, o que foi aceito.

Por outro lado os númetos  apresentados e que constam da matéria no site www.correiodoslagos.com.br deixam claro como em 9 anos a Crediacip deu um salto rumo a sua consolidação, credibilidade e crescimento.  De saldo negativo de R$600 mil em 2002, hoje o patrimônio de referência gira em torno de R$15 milhões.

O maior responsável por esta mudança de rumo é o atual presidente – que vem se sucedendo desde então – José Eustáquio Nascimento, que mudou a trajetória decadente para uma ascensão espetacular.  

O trabalho que Taquinho fez na cooperativa acabou por coloca-lo na vitrine política.  Reconhecido como bom administrador  vez ou outra tem o nome citado como provável candidato a prefeito. Ele faz ressalvas. Diz que tem que esperar o momento certo, não quer fazer campanha extemporânea e avisa que não deixa a Crediacip se isto significar algum risco para a sua credibilidade, mas , como convém a quem não teme desafios, diz estar pronto a assumir novas tarefas, ,mesmo que seja a de dirigir a Crediacip e ser prefeito de Passos ao mesmo tempo, como acontece com Carlos Melles que ocupa cargos diversos na esfera pública, mas ainda atua dentro da Cooparaíso.

Entre a pretensão e a realiddade há um caminho a ser percorrido, mas não seria ruim para a cidade se Taquinho, caso seja eleito prefeito – se de fato vier a ser candidato – consiga dar um salto no progresso da cidade como fez com a Crediacip. Sem qualquer menosprezo a outros nomes, a cidade anda carente dessa capaciade empreendedora.

Em outro ponto,  merece atenção o que vem sendo feito pelo ISEPEM – Instituto Social Educacional de Pesquisas Ambientais, presidido por Davi de Oliveira, também presidente do Sindcom,  na implantação do CREPEA – Centro Regional de Pesquisa  e Educação Ambiental.  O CBH – Médio Rio Grande, que esteve reunido lá no dia 11 de março viu.

A partir de uma área de 9 hectares praticamente abandonada está sendo erguido um projeto amplo ligado a preservação ambiental, uso correto do manejo da agricultura familiar, preservação de espécies animal e vegetal, piscultura e alimentação balanceada.  A infraestutura do local já conta com restaurante, parque infantil, campo de futebol, lagoas e mata com mais de 80 espécies de vegetação catalogadas e ainda vai ter mirante, salas de aulas, chalés para abrigar visitantes , anfitearro  e projetos educacionais para os alunos da rede de ensino de Passos e região, a partir do ensino fundamental.

Aos poucos, pelo trabalho persistente que é executado no local,  o projeto deixa de ser uma hipótese para se transformar numa boa realidade para o município e região.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Violência e Violência


Nos últimos dias as notícias que  destacam a violência têm sido comuns.  Seja no cenário nacional, estacdual, regional ou local, informar sobre assaltos, assassinatos, tráfco de droga parece ser a rotina. Lá em São Paulo o filho mata os pais pelo banal motivo de que queriam que ele trabalhasse. No Rio de Janeiro a amante entra de madrugada na casa do amásio, leva a filha de seis anos e a assassina por causa de dois mil reais que queria do pai dela.  Aqui em Passos, o outro vai a casa da ex-mulher e tomado de ódio porque o filho criança lhe informara que a mãe (ex-mulher) fizera sexo  na frente dele, a esfaqueia com 14 golpes e cobre a rua de sangue deixando lá o corpo inerte da mulher. São crimes nascidos da deturpação social, urdidos num sistema que valoriza o consumismo, a ganância por dinheiro e o desejo de resolver as coisas por conta própria, acima da lei. Talvez difíceis de serem previnidos.

Mas há outros, vindos da guerra do tráfico, da briga por roubos, assaltos, que também vitimam eas pessoas  expõe o lado podre do tecido social. Podem argumentar que a deterioção do sistema é inevitável e que ninguém está livre de um possível ataque.

Em parte pode ser verdade.  Eu mesmo quase fui testemunha de um assalto à mão armada cometido contra um amigo, o Luizinho, filho do Murchur, lá no bar deles.  Esse caso acompanhei de perto. A Polícia chegou depois, claro, como não poderia deixar de ser. A Civil disse que ia investigar. Não sei o desfecho. Mas o assaltante descrito e a metódo aplicado no ato já é conhecido dos poliiciais. Isto é, não foi a primeira vez que praticaram o assalto utilizando a mesma maneira de agir.

O aparato policial, com policiais para fazer a ronda, caminhar pelas ruas, atuar na inteligência e na investigação é a garantia de que o tecido podre da sociedade pode ser aliviado. Mas não é o que se vê por aqui.

No momento em que a onda de violência se espalha o comando da polícia militar precisava estar atuando para agir e resolver a situação. Em grandes centros, a ação pela inteligência pode ser até mais complicada, mas é realizada. E o que dizer  então de uma cidade como Passos?

São cerca de 110 mil habitantes. 19 bairros, que podem perfeitamente serem delineados em pontos de riscos alto, médio e baixo e, com este foco, estabelecer linhas de ação que permitam a identificação de infratores, traficantes e qualquer espécie de agressores. 

E por que não é feito?

Nem é preciso ir atrás da resposta, a alegação poderá ir pela seguinte linha: efetivo pequeno, poucas viaturas, armas ultrapassadas, pouca capacidade de mobilização, recursos escassos para operacionalizar. São verdades?

Pode ser. Mas hoje a cidade de Passos tem condição de mobilizar para buscar recursos. Há quem em Belo Horizonte pode trabalhar e articular ações que mudem esse quadro de coisas.  O deputado estadual, Cássio Soares, aliás, tem dado notícias de que pretende realizar aqui uma audiência pública para tratar do assunto. A mesma coisa está fazendo a presidente da Câmara Tia Cenira que já definiu a data para a realização da que a Câmara pretende fazer, que é dia 17 de março.

A mobilização da comunidade é importante.  Ela deve ser convocada, mas os cidadãos pouco podem fazer.   
O correto é a implantação de programas que massifique a presença da polícia, que a deixe próxima do cidadão, do bairro, da moradia das pessoas.  Existem vários programas que têm esta perspectiva, como o Olho Vivo, em BH, quiosques no Rio de Janeiro e Polícia Comunitária em Minas. 

Se programas com este formato forem adotados aqui, a violência tenderá diminuir. Claro que não é a única coisa a ser feita.  É necessário que também sejam implantados programas que criem empregos, ofereçam lazer, esporte e cultura para a juventude. 

Tudo isto custa.  Tudo isto é caro. Exige vontade de fazer acontecer, mas urgem que a policia faça com rapidez e os agentes públicos trabalhem com a mesma velocidade. Afinal é para isso que existem o Estado e suas instâncias.  Para proteger os cidadãos que submetem às regras e as leis.

É certo que tem hora que o desencanto toma conta, como este em que vemos os membros da Superior Tribunal de Justiça arrumarem um jeitinho de receber acima do teto que gira em torno de R$ 26 mil, mas conseguiram chegar até o recebimento de R$ 90 mil. Mas é nessa hora que o cidadão comum não pode perder sua capacidade de indignar-se, senão o caos se instala e o que todos queremos é uma sociade justa, fraterna e humana. 

Não é fácil, mas não se pode perder a Fé.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Violência, saúde, Deus tenha piedade

A boa notícia que merece ser comemorada é a que informa que Renato Andrade é Subsecretário de Políticas Urbanas. Não é muito importante saber que papel lhe caberá no exercício da função, mas sim a certeza de que Passos e região aumentam seu cacife político e passam a ter mais poder de fogo para trazer os benefícios que a região precisa.  Agora ter-se-á a oportunidade de ver o ex-candidato a deputado federal empunhando suas bandeiras mais caras, como  o término da BR-146 e a aceleração das obras da MG-050, principalmente no esquecido trecho que percorre o município de Passos. 

Em outra ponta, o deputado estadual Cássio Soares forma em Belo Horizonte a Frente Parlamentar pela Estadualização da FESP, uma iniciativa importante e que acontece por dentro do governo do Estado já que ele é da base de sustentação do governador Antonio Anastasia.  Em Passos, a Câmara Municipal, através da presidência, se prepara para artiucular um movimento em apoio a estadualização, que extrapolaria as fronteiras do município.

Mas há polêmicas também. O vereador Dentinho preparou um projeto de lei que prevê que os shows realizados em Passos não podem ultrapassar das duas da manhã. A idéia é conter a juventude no seu horário de permanecer na rua e também interferir na venda de bebidas alcoólicas, enquanto o show não vem.

Um dos mais respeitados promoters de shows em Passos, o Japão, se insurge contra a idéia.  Ele diz que a cidade perde com essa exigência. Para ele o que acontece é que os shows começam mais tarde hoje porque a cultura mudou. Antes os jovens saiam as sete da noite para chegar em casa à meia-noite. Hoje saem a meia-noite para chegar às 5 da manhã. É por isso que há um aparente atraso. Os hábitos são outros.

Por outro lado, a máquina que movimenta o espetáculo pára. Não se teria mais as moças trabalhando,  a produção de peças publicitárias, as montagens dos palcos, sons, uma movimentação de geração de renda que a cidade perderia, avalia Japão.

A lei proposta por Dentinho é cheia de boa intenção, mas pode não gerar o resultado esperado.  O problema maior é que o único espaço para show de porte em Passos fica no centro da cidade. Enquanto for assim, o barulho, uma hora a mais ou uma hora a menos, vai continuar. Já o costume só tempo muda, como nós mesmos de outra geração podemos constatar.

Ontem, sexta-feira (25/02), constatei exatamente isso. Freguês assíduo e amigo do Luiz Junior, bem como de toda a família, vivi com eles a tensão pós assalto a mão armada que aconteceu no Bar do Mutchur, aqui em Passos.  Foi-se o tempo em que o Bar podia ficar aberto sem cisma até altas horas da madrugada. Tradicional ponto de vendas de ingresso para espetáculos em Passos, o local ficou visado e de-repente viu-se na mira de marginais.

O sufoco passado por Luizinho, que teve a arma apontada para a cabeça, esta virando rotina na cidade. É o posto de gasolina que é assaltado, são os malotes de empresas capturados no trânsito, são os supermercados. Os bandidos sabem. Têm estratégia. Conhecem o horário mais adequado para agir. E a polícia?

Não se tem conhecimento de políticas públicas para a prevenção, porque depois que o leite foi derramado recuperá-lo é díficil. De que adianta tantas viaturas? De que adianta  as motos guardadas? Por que não se estabele rondas, mapeia-se pontos visados, quer pelo movimento cotidiano ou por eventos excepcionais?  Onde estão as câmeras de vigilãncias em pontos estratégicos da cidade, em área de grande movimento?

Creio que isto pode acontecer. Hoje a cidade tem força politica para isso. Não dá para se conformar com a idéia que os tempos de hoje estão violentos. Governos existem para proteger o cidadão e promover a cidadania.  Em uma ponta tem que agir contra os marginais e na outra atuar pra que as pessoas não precisem roubar e nem matar. E nem que sejam roubadas.

O amigo Luiz teve a companhia dos amigos, a solidariedade deles, mas o que defendemos aqui são políticas públicas que afaste a violência e não nos faça esquecer que moramos numa tranqula cidade do interior. Vivemos aqui porque optamos por ter esta tranquilidade.

Para finalizar, não podia deixar de expor as coisas lá pelo lado do CISMIP, Consórcio Intermunicipal de Saúde da Microrregião de Passos, como havia prometido no texto anterior. 

Prestem atenção. O prefeito que preside o CISMIP é o Edinho do Oswaldo, de Alpinopolis. Ele andou batendo boca com o prefeito de Passos, Dr José Hernani, e começaram a levantar lebres passadas, mas esqueceram o próprio rabo de fora. 

Alpinopolis deve ao CISMIP, documentalmente, parcelas de setembro de 2010 a janeiro de 2011, no valor de R$1.259,68 cada, total de R$9.902,98.  Carmo do Rio Claro deve a Taxa de Manutenção de dezembro de 2010 e janeiro de 2011, no valor de R$2.527,64 cada. Total R$5.055,28. Passos deve serviços prestados mais taxa de manutenção de dezembro de 2010 (R$53.580.59) e e os mesmos item em janeiro de 2011 (R$34.941,69). Na ponta do lápis o CISMIP tem para receber dessas prefeituras R$R$103.480,64.

Entenderam? Batem boca para esconder o fato de que juntos parecem ter um objetivo comum: desmonstar o CISMIP.  O Consórcio criado pelas prefeitutas com o propósito de contratar serviços médicos e exames especializados, funcionar como regulador de preços, é uma pedra no sapato de grandes instituições que conseguem ter em postos chaves pessoas que trabalham em favor de seus interesses, como secretários de saúde e até prefeitos, que, no lugar de preocuparem-se em oferecer acesso a serviços dignos ao povo de suas cidades preferem privilegiar o compadrio e o clientelismo político. É o que se percebe ao ver concretamente o que estão fazendo com o CISMIP.

O prefeito José Hernani, que tem uma trajetória polítca honrada, não podia chafurdar-se nesse jogo mesquinho de baixo interesse, precisa vir a público, fazer não só o pagamento da dívida, mas puxar o CISMIP para cima e fazer dele um referencial de prestação de serviço para as comunidades das nove cidades que hoje compõem o órgão.

Esses prefeitos não podem de jeito nenhum continuar tratando suas comunidades com desprezo, como acontece também com a segurança pública onde o aparato existente parece ser eficiente para lavrar BO’s, fiscalizar a altura do som dos shows que rola pela cidade, mas será  que não possui um serviço de inteligência capaz de identificar um assaltante que ousa invadir um estabelecimento e sair dali com a plena convicção que não será pego?

Se as coisas continuarem assim só Deus tendo piedade de nós.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Querem detonar o CISMIP


A reunião da Câmara Municipal de Passos da última segunda-feira, 21/02, teve como maior destaque a transmissão da sessão pela internet, via vídeo, teve também uma nuance de denúncia de um problema que é muito sério que trata de problemas vividos pelo CISMIP (Consórico Intermunicipal de Passos). Vamos abordar este assunto já já.

Agora é necessário que se comente a iniciativa de fazer a transmissão das sessões via internet.  De fato uma idéia louvável, mas que merece que seja acompanhada com atenção.   Não se deve, para que se realize tal serviço, contratar nenhuma empresa de fora (Nada contra Itamar Bonfim, que fez a gentileza de mostrar a viabilidade de fazer tal transmissão).  Basta que a Câmara tenha os equipamentos necessários (câmaras, equipamento de captação de imagens e aúdio e os software  para colocar no ar e a disposição de terceiros - e da cmunidade -o que lá está acontecendo.   A câmara já faz isso com a “Rádio Câmara”.  Tomando a iniciativa de fazer por si mesmo, o legislativo economiza e presta um serviço mais duradouro e eficaz.

Vamos ao CISMIP.

O vereador Jefinho disse que tem posse de documentos que comprovam diversas irregularidades que vem ocorrendo no órgão.  O Consórcio Intermunicipal de Saúde , caso do CISMIP,  é uma idéia implantada no Brasil por iniciativa do deputado federal Rafael  Guerra, que o lançou em Minas, quando Secretário de Saúde e Azeredo era governador.  O objetivo era fazer com que os municipios tivessem a sua disposião equipamentos, exames e serviços médicos que sózinhos não poderiam bancar e muito menos comprar de terceiros.

É por isso que alguns municípios se destacam nessa ou naquela área. Existem espalhados por Minas Gerais equipamentos de raio x, oftal, endoscpia, entre outros.  Mas o papel fundamental do Consórcio é que ele funciona como regulador de preços e de pretação serviço na area médica, com exames especializados aos quais grande parte da população não tem acesso.  Tem-se a tabela e ela serve de referência para outras instituições médicas, laboratoriais e hospitalares. E os valores são, na maioria dos casos, abaixo do praticado pelo "mercado"

Um exame de endoscopia custa R$112,00 no CISMIP. Na Santa Casa de Passos bate na casa dos R$350,00. No Hospital São Lucas em São Sebastião do Paraíso custa R$230,00, é o que consegui como dado,

O CISMIP, como os outros, são mantidos pela mensalidades das prefeituras (no caso 9) e pelas compras de serviços. No caso da cessão de equipamentos os municípios que os tem à disposição não pagam pelo uso, mas faturam do SUS como se dos municípios fossem.

É na hora de pagar a mensalidade que a porca começa torce o rabo.  Várias cidades estão com mensalidades atrasadas.  Uma delas é Alpinopólis (prefeito  Edinho do Osvaldo, presidentente do CISMIP). Outra com divída é Passos (sede do consórcio).  Não são as únicas. A soma do débito está em R$180 mil, o que começa  a inviabilizar o órgão.(Aí se soma mensalidades e serviços contratados e não pagos).

Mas por que isto acontece?  Tem cidade, que nós vamos colocar aqui documentalmente, que paga R$350,00 pela endoscopia na Santa Casa, e não usa  o  serviço da CISMIP que custa R$112,00. Ou seja três pessoas poderiam estar sendo examinadas, mas por motivo desconhecidos e não esclarecidos à população paga-se muito mais caro à Santa Casa de Passos. 

Seria o caso disso estar acontecendo porque o prefeito José Hernani é médico do hospital, assim como o é também o secretário de Saúde, Dr Cleiton Piotto.  Mas  não é só isso não. Outras cidades fazem o jogo sujo da política em cima da saúde da população. Tem uma que usa o Raio X do CISMIP, mas que fala em devolve-lo porque o operador é adversário político e agora ocupa uma função importante no quadro político -institucional  da cidade. 

Tem uma outra que paga mais caro, porque tem ligação política com o dono do hospital que tem serviços semelhantes, mas mais caros que o do CISMIP. 

É para fazer o jogo do compadrio, do interesse corporativista, do mesquinho jogo de interesse político, que, pelo menos é o que parece, que querem detonar com o CISMIP.  Acabar com ele, encerra a possibilidade de regular o preço dos exames.  Termina com os erviços médicos especializados disponibilizados à população a custo zero e a preço que permitem que mais pessoas façam uso do mesmo.

Esta não é a primeira vez que isto acontece. Já tentaram outras detomar com o órgão em outros momentos, mas ele conseguiu soerger. Tem até a história de uma funcionária graduada que raspou o caixa num acerto trabalhista ao deixar o órgão. Tem muitas histórias que serão contadas aqui, a medida que se for tomando ciencia do que lá ocorre
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A intenção é fazer algo para salvar a entidade, acordando as câmaras municipais dessas cidades, como começa acontecer aqui em Passos, a AMEG e a promotoria que em outras ocasiões se mostrou tão zelosa de sua responsabilidade.

Se nada for feito vão detonar o CSMIP e povo mais uma vez vai pagar caro pelo que hoje tem muito mais em conta.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

De Comissões e tombos

Literalmente na madrugada de hoje (15/02, quarta) quase levamos um tombo fatal. Trafegando sentido Passos – Belo Horizonte, uma comitiva do Sindcom e Isepem, da qual fazia parte o presidente Davi de Oliveira, o tesoureiro Marcos, além de mim, que iria fazer a cobertura de reuniões que aconteceriam em BH e do eletricista Ed Carlos, que presta serviços à entidade, o carro em que estávamos deslizou na pista molhada e bateu, providencialmente, no meio-fio da pista, que separa um abismo da rodovia um de mais ou menos 20 metros, próximo do local chamado Cascata.  Se o carro tivesse numa velocidade maior seria inapelável a capotagem e a queda no precipício. Mas a intenção não é contar sobre o acidente, de resto sem qualquer consequência grave para os ocupantes do veículo e sim questionar por que até hoje a Nascentes das Gerais não colocou naquele trecho uma proteção de guardrail, como tem a pouco metros do local e em outros  pontos semelhantes na mesma rodovia MG-050
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Conversando com o Cabo Rodrigues, um dos que  estavam na viatura da Polícia Rodoviária que nos atendeu lavrando o Boletim de Ocorrência, tivemos conhecimento que exatamente naquele local seis vitímas fatais despencaram abismo abaixo  por causa das condições da pista, que já foram até piores do que são hoje. Os pedidos para a colocação do guardrail são constantes, mas a Nascentes das Gerais parece não se interessar em dotar o local dessa proteção.

Está n a hora de alguém pôr a boca no trombone. A providência é simples e pode ajudar a salvar vidas.O que a Nascentes das Gerais fez em ser pronta em mandar  o Guincho e o carro socorro, é muito pouco para quem recebe o pedágios dos milhares de veículos que passam todos os dias pelas seis praças espalhadas ao longo da MG-50.

Novos tempos na Câmara Municipal.  A presidencia tem adotado medidas que melhoram  o atendimento ao povo e os funcionários hoje estão se habituando a cumprir horários e exercer a sua função com mais empenho.  E isto sem qualquer alarido, apenas cobrando que cada um  cumpra seu dever.

Mas do lado político é preciso que se faça algumas observações. A diplomacia da nova direção tem sido uma marca.  Desde a recepção ao deputado Cássio Soares até visitas à direção da FESP, passando pela que foi feita ao prefeito José Hernani, a norma tem sido a rasgação de seda. Nenhuma cobrança mais enfática e nenhuma colocação sobre política públicas, como saídas para os problemas da saúde, aceleração do ritmo das obras da MG-050 e ou sobre a estadualização da FESP. Algo que poderia ser feito de forma polida e nem assim teve-se notícia de que tenha sido feito.  E isto é ruim, porque fica parecendo que o legislativo, pela ação de sua direção máxima, esta suberviente ao status quo existente na cidade.

Não é que tenha que ser contra, mas é preciso que o poder legislativo  tenha a chance de dizer  o que pensa sobre os problemas da cidade e suas expectativas. É  isso que a população espera de quem elegeu para cuidar de seus interesses, da população, para que não reste dúvida de qual interesse estamos falando.

Ah, por falar em tombo, quem levou um, de forma  figurada é claro, foi o vereador Dentinho.  Ele pretendia – e seria mesmo indicado para tal – fazer parte de uma das duas comissões mais importantes do legislativo, a de Constituição, Legislação e Justiça ou da Fiscalização Financeira e Orçamentária, num total de cinco – como o fora no biênio passado. 

Quem faria a indicação seria o líder do PR, o vereador e médico, Dr  Cláudio Fêlix,  porque o partido tem bancada (dois vereadores ou mais), já que o PSDB elegeu só Dentinho.  De última hora um parecer  da JNC (José Nilo de Castro, escritório de advocacia de BH), apontava que esta nomeação não poderia ser feita e que os partidos só podiam indicar membros dos mesmos.  Mesmo  Dentinho tendo  ocupado por dois anos um posto na Comissão de Constituição, Legislação e Finanças, indicado pelo PR, desta vez não pode, porque o parecer lhe vetou a possibilidade.

Dentinho usou a tribuna e de forma velada fez a critíca aos que lhe jogaram pedras no caminho. Disse que  é de oposição e continuará sendo e que gostaria de contar com a união de todos os partidos de oposição na Câmara.

Para quem tem bom ouvido uma fala cifrada basta, mas para quem não quer ouvir nem gritando alguém se fará entender. Mas que haverá desdobramento isto haverá.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Assino embaixo


“Carta Aberta ao IPSEMG – Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais e ao Governador do Estado de Minas Gerais
 
                                                                          Passos, 11 fevereiro de 2011 
 
 
Parto do princípio de que é necessário conhecer a verdade, pois é a verdade que poderá nos libertar. Por isso escrevo esta carta aos atuais dirigentes do IPESEMG, e também aos que virão e ao governador de Minas Gerais, o também educador Antonio A. Anastasia.

Tenho visto na TV uma campanha institucional do governo mineiro no sentido de prestigiar o retorno ás aulas na rede estadual de ensino e também, como se diz na gíria, no bom sentido, jogando uma terrinha nos profissionais da educação no sentido de sua valorização profissional. Bonita campanha Sr. Antonio. Acho uma boa ação. Mas, ao par disso, na condição de professor, vejo situações que não condizem com a realidade expressa na publicidade ou mesmo no discurso dos administradores.

Como pode um professor, aquele que é espelho para sua clientela, se apresentar precariamente vestido, doente, banguela? Nosso instituto de previdência precisa melhorar muito e urgentemente. Para ilustrar a precariedade cito dois casos que julgo não serem isolados, no primeiro deles uma professora com crise de estresse teve alta do hospital conveniado, sem estar boa, com a indicação de procurar tratamento por sua conta, pois na cidade e nem na região o instituto oferece esse suporte; outro caso é o serviço odontológico, que apesar de ter bons profissionais para atendimento, não pode atender a todos que o procuram. Atende alguns e alguns casos, os outros se quiserem que busquem tratamento particular. Isso deixa até seus próprios peritos em situação constrangedora, tendo que limitar dessa forma esse atendimento.

O tratamento que o IPSEMG oferece na área dentária deve ser só para os que têm dentes perfeitos, o básico do básico, e olhe lá! Não vou citar aqui as outras necessidades da classe, que são também da maioria da população, de formação profissional por exemplo,  para não misturar muito os assuntos, se bem que “tudo está junto e misturado’, nem vou aprofundar na questão de professor ter que pagar até a própria água e o cafezinho que bebe e nem receber equipamento de proteção individual (EPI), como jaleco, sapatos adequados, não ter programação de lazer e cultura, e nem serem respeitados nem mesmo por meros sub-secretários de estado que sequer respondem a seus ofícios, etc, e etc.

 Não é somente o salário que conta em uma carreira, quanto mais nesses tempos atuais. É a qualidade de vida que se consegue em decorrência desse trabalho.

Reconheço os avanços que o país vem tendo na área social e seu desenvolvimento mas vejo também que o momento não é de euforia e sim de compreender com clareza nossa real situação, e mudar. Se possível com urgência para que possamos usufruir ainda em vida.

Por um mundo mais feliz,

Marise A Pacheco”