O deputado estadual eleito, Cássio Soares, que carrega as expectativas dos eleitores de Passos e região, em entrevista a revista Foco, trata de suas propostas de trabalho para quando,em primeiro de fevereiro de 2011, ao assumir o seu mandato.
Na análise que faz do pleito acerta ao dizer que estava na hora certa no lugar certo, mesmo que usando outras palavras.
De outra forma,quando trata do que deverá fazer, mostra que tinha balizamento para saber qual a demanda regional. O grande nó que está evidente para todos é a saúde. É neste ponto que ele assume compromissos, sem apontar caminhos.
Nenhuma palavra sobre a implantação de mais pronto-socorros em Passos. Nada sobre a possiblidade de um Hospital Público Regional.Muito menos como dotar a região de uma infra-estrutura que permita atendimentos especializados em diversas cidades da região, permitindo uma efetiva regionalização da prestação de serviços. Por isso mesmo, creia-se, evitou tocar no problema relacionado com o CISMIP,que é a porta de saída para este essencial trabalho de cooperação e que tem que ser abordado por quem hoje tem a liderança política da região.
Assim, de forma superficial, são abordados assuntos relativos à segurança e à educação.
Uma pena. Esperava-se mais de quem hoje tem pela frente a responsabilidade de fazer a região evoluir no que tange a diveros setores;. Era hora de quem tem o mandato debruçar-se sobre os temas que são afetos aos milhares de eleitores e cidadãos que lhe depositaram a confiança para, pelo menos, mostrar-se conhecedor dos assuntos com maior profundidade.
No que diz respeito a educação, o que se lamanta com maior ênfase, é a total ausência de compromisso com a implantação da Universidade Pública.Um sonho acalentado por mais de 16 anos,quando a FESP fez a opção por se absorvida pela UEMG. Ainda mais quando este desprezo por este anseio vem de quem diz se orgulhar de ter começado na política ainda jovem, aos 16 anos.
Evidente que é uma entrevista dada mais no calor da vitória eleitoral,do que mais propriamente na abordagem de problemas, ainda é hora de comemorar a vitória, mas é importante que o líder eleito comece a tomar pé dos desafios que tem pela frente para quando chegar a hora de enfrenta-los tenha um razoavel conhecimento do que significam para uma região que ficou mais de 16 anos sem representação política.