sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Assino embaixo


“Carta Aberta ao IPSEMG – Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais e ao Governador do Estado de Minas Gerais
 
                                                                          Passos, 11 fevereiro de 2011 
 
 
Parto do princípio de que é necessário conhecer a verdade, pois é a verdade que poderá nos libertar. Por isso escrevo esta carta aos atuais dirigentes do IPESEMG, e também aos que virão e ao governador de Minas Gerais, o também educador Antonio A. Anastasia.

Tenho visto na TV uma campanha institucional do governo mineiro no sentido de prestigiar o retorno ás aulas na rede estadual de ensino e também, como se diz na gíria, no bom sentido, jogando uma terrinha nos profissionais da educação no sentido de sua valorização profissional. Bonita campanha Sr. Antonio. Acho uma boa ação. Mas, ao par disso, na condição de professor, vejo situações que não condizem com a realidade expressa na publicidade ou mesmo no discurso dos administradores.

Como pode um professor, aquele que é espelho para sua clientela, se apresentar precariamente vestido, doente, banguela? Nosso instituto de previdência precisa melhorar muito e urgentemente. Para ilustrar a precariedade cito dois casos que julgo não serem isolados, no primeiro deles uma professora com crise de estresse teve alta do hospital conveniado, sem estar boa, com a indicação de procurar tratamento por sua conta, pois na cidade e nem na região o instituto oferece esse suporte; outro caso é o serviço odontológico, que apesar de ter bons profissionais para atendimento, não pode atender a todos que o procuram. Atende alguns e alguns casos, os outros se quiserem que busquem tratamento particular. Isso deixa até seus próprios peritos em situação constrangedora, tendo que limitar dessa forma esse atendimento.

O tratamento que o IPSEMG oferece na área dentária deve ser só para os que têm dentes perfeitos, o básico do básico, e olhe lá! Não vou citar aqui as outras necessidades da classe, que são também da maioria da população, de formação profissional por exemplo,  para não misturar muito os assuntos, se bem que “tudo está junto e misturado’, nem vou aprofundar na questão de professor ter que pagar até a própria água e o cafezinho que bebe e nem receber equipamento de proteção individual (EPI), como jaleco, sapatos adequados, não ter programação de lazer e cultura, e nem serem respeitados nem mesmo por meros sub-secretários de estado que sequer respondem a seus ofícios, etc, e etc.

 Não é somente o salário que conta em uma carreira, quanto mais nesses tempos atuais. É a qualidade de vida que se consegue em decorrência desse trabalho.

Reconheço os avanços que o país vem tendo na área social e seu desenvolvimento mas vejo também que o momento não é de euforia e sim de compreender com clareza nossa real situação, e mudar. Se possível com urgência para que possamos usufruir ainda em vida.

Por um mundo mais feliz,

Marise A Pacheco”

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Fui à UPA


Terça-feira, 01 de fevereiro, tive que ir ao Pronto Socorro.  Infartado, safenado, hipertenso e diabético, qualquer pressão mais excessiva preocupa, ainda mais se há tempos nada de anormal acontece.  Como aconteceu, gato escaldado tem medo de água fria e, por isso, me dirigi ao pronto atendimento aqui de Passos.

Logo ao chegar, por volta das 21:30h percebi o intenso movimento  no local. Havia muita gente lá e outras chegando.  As famigeradas pulseiras não estavam no braço de ninguém, mas a triagem no atendimento estava sendo feita, bastava que se observasse quem era atendido e em que tempo.

Os casos mais graves, ou que parecessem como tal, eram encaminhados para uma sala contígua à portaria e de lá para dentro, numa sala de espera  dos consultórios. Um médico e uma médica faziam o atendimento. Diversas profissionais da saúde davam suporte. Os leitos estavam todos ocupados.  Lá fora a demanda era grande ainda, mesmo depois das 22:30 h. Quando afinal fui atendido.

Não achei a demora grande para o meu caso, mesmo porque suportável, mas ouvi queixas de pessoas que diziam estar ali desde às cinco da tarde. Outros faziam comparação com o atendimento de grandes centros, afirmando que  eram mais rápidos do que aqui, o que contrastava com que acostumamos ver pela tv, com gente sendo atendidas em corredores, macas pelo chão e com muito tumulto. 

É verdade que com a implantação do protocolo de Manchester houve cenas parecidas por aqui, com lavratura de BO’s, mas na terça a espera se dava com as pessoas sentadas nas cadeiras.

Evidente em que se tratando de saúde, o caso de cada um é sempre prioritário, mas é lógico que sob o ponto de vista médico a urgência é diferente para cada caso apresentado.

Sou daqueles que acreditam que o protocolo de manchester é um avanço. Talvez tenha sido colocado para funcionar em hora errada, sem a infraestrutura de apoio necessária para o seu bom funcionamento, como o funcionamento de um ambulatório à noite, ou de vários, mas pelo menos o  que está próxima da UPA deveria estar funcionando - Hernani me disse que isto vai acontecer - para onde seriam triados os casos menos graves, ou sem gravidade alguma.

Ocorre que a administraçáo pública não pode prescindir do marketing social e isso não se resume às notícias veiculadas pela mídia. É muito mais do que isso. Siginifica estabelecer contatos com a comunidade, traçar estratégia de comum acordo e assumir que não se pode resolver tudo mesmo, mas evidenciar o que está sendo feito  para que os problemas sejam resolvidos.

Nenhuma propaganda convence por  si só. Para que isto ocorra tem que estar em sintonia com os fatos, ou seja o que se narra nela tem que de fato estar acontecenco ou pelo menos assim sendo percebido pela comunidade.

Falta esta perspicácia à comunicação social da prefeitura.  Narra os fatos, registra a notícia, mas não a liga com a comunidade, não sonda como ela esta sendo percebida pela populaçao, ou então não leva em conta o que pensa a comunidade. Aí não se comunica, mas se trumbica, como diria Chacrinha.

Mudando um pouco de assunto. Cássio Soares assumiu a cadeira de deputado estadual e já deixou algumas viúvas por aí. Algumas choram porque nem receberam convites para a posse. Fato normal no exercício do poder. O que ele não pode esquecer são as demandas caras para a população., de onde conseguiu 36 mil votos que o elegeram deputado esatadual.  O site www.correiodoslagos.com.br  tem uma enquete no ar, que será encerrada hoje, que indaga qual deveria ser a prioridade de Cássio na sua ação parlamentar. Dos que responderam 49% pedem mais recursos para a saúde. 40% querem a estadualização da FESP e o restante agilização nas obras da MG-50.

A população já colocou o que espera de Cássio. Vamos aguardar para ver o rumo das coisas.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

As nuvens se movem II

Um acontecimento discreto marcou a mudança de mãos da AMAPASSOS, antes da eleição de Hernani como prefeito de Passos, uma forte aliada do grupo e uma arma contra a gestão de Ataíde, se bem que o certo é dizer que a AMAPASSOS fazia oposição e isto ajudou bastante ao então candidato do PMDB José Hernani da Silveira. O agradecimento acabou vindo e o seu presidente José Geraldo da Silveira, junto com outros, agora é Sercretário de Indústria e Comércio.
 
No decorrer, Nelza Ifigência tornou-se a principal dirigente da instituição, que se atribui a vigilância da sociedade civil sobre a ação dos políticos, mas não conseguiu dar a mesma visibilidade que conseguira quando Ataíde era prefeito.

Agora, Carlos Chagas, que há quem diga será o novo dirigente do DEM de Passos, a também advogada como ele, Isabel Pereira e Nelza são os novos dirigentes. A sede da entidade será  onde se localiza o escritório de Carlos Chagas.  Vamos acompanhar os próximos passos.

Em outro cenário,  a movimentação acontece dentro do PSDB.  A ascensão de Fábio Kallar pôs a barba de molho de tucanos, digamos, de bico mais velho.  Mas a acomodação, como é natural acontecer, parece apontar para estraségias de longo prazo e visa o interesse do deputado federal Nárcio Rodrigues.

Ele tem dito intramuros que não deseja mais disputar uma vaga na Câmara Federal, quer alçar vôos maiores, talvez o senado, talvez o gioverno do Estado e para isso tem que ampliar o leque de alianças.  Fábio Kallas seria escalado para ser candidato a deputado federal. Isto preservaria  a ligação criada com Ataíde Vilela, o homem que tem votos hoje no PSDB de Passos e, narizes  torcidos à parte, manteria a todos sob a presidência de Dentinho, que anda articulando muito bem sua liderança dentro do partido, com trânsito nas duas principais correntes.


Dessa briga intestina passa-se para outra.  O DEM aposta em Carlos Melles, que quer fazer de Renato Andrade deputado  (federal?)  e criar laços com lideranças  de Passos, algo que até hoje não conseguiu fazer com consistência e peso que o seu nome tem na região. Melles também tem os mesmos objetivos de Nárcio. 

Nesse sentido enquanto Nárcio já fez seu nome local pôr os pés dentro do governo (Fábio Kallas), Carlos Mellles  está com a incumbência de fazer Renato Andrade ocupar um posto importante no escalão de confiança do governador Antonio Anastasia. Há quem aposte que até 15 de fevereiro a nomeação sai, mas há quem diga que essa nomeação será mandada para as calendas. 

Como se vê a disputa é  muda e surda, mas o barulho que faz pode repercutir primeiro em 2012 e depois em 2014.

Em 2012, se o cenário apontado para Fábio ocorrer lucra Ataíde e depois Taquinho no campo da oposição. Taquinho lucraria mais ainda se Renato  viesse ser assessor do governo junto a Melles. Ainda tem, para ser medido, a forma de agir de Cássio Soares, que toma posse no dia 1º de fevereiro como deputado estadual.

Percebe-se que todos estão tratando a política com estratégias profissionais.  E este é o momento para isso.  Tudo isso, porém, está bem longe da opinião pública que não percebe com clareza as manobras que tem por objetivo seduzi-la. Mas o jogo está sendo jogado.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

As nuves se movem


Enquanto algumas lideranças aqui em Passos ainda não conseguiram deglutir por completo o episódio que levou Tia Cenira à presidência da Casa, em outros setores os movimentos continuam, sempre no intuito de compor o cenário para os pleitos que virão. Quando se olha o cenário aqui na planície tudo que se faz ou que venha acontecer se observa com a lente em cima de 2012. É o pleito para prefeitura e a reeleição de vereadores que interessa.

Nesse sentido, a eleição da mesa diretora será um tema superado quando os edis de Passos tiverem mais  o que fazer, do que ficar pensando na puxada de tapetes que os perdedores pensam ter levado e os que vieram ocupar postos na mesa diretora acreditem na vitória que tiveram.

Afinal há mais o que fazer. A cdade espera deles atenção e propostas que ajudem resolver problemas sérios na área de saúde, de obras públicas de infraestrutura e de combate à dengue,por exemplo,

De outra feita, a nível de Estado existe o fato concreto de que Fábio Kallas assume subsecretaria de Ensino Superior da Secretaria de Ciências e Tecnologias, levado pelo deputado federal e atual secretário, Narcio Roddrigues, para quem  Fábio foi cabo eleitoral.

Para Ataíde Vilela, que hoje é assessor do DER, é uma pedra no caminho, já que subordinado a Carlos Melles, o ex-prefeito de Passos não deve contar com a simpatia de seu chefe, pois quando prefeito fez bravatas em desafio ao então deputado federal. Em política,  como é prática fisofal em Minas, vingança é um prato que se come frio. Ataíde deve esperar por ela entre esgrimas diplomáticas para apagar da memória lembranças, antes saudadadas como heróicas, mas agora nada oportunas.

No meio dessa quizumba, tem a FESP e tem a MG-050. A estadualização da FESP, mesmo sendo de pouca vontade dos que hoje a dirigem, porque embora estejam no comando dela há muito tempo, quase nada se fez no sentido de sua estadualização, haja vista que dois mandatos de Aécio se passaram e ela continua agregada, associada, mas particular como na origem.

A MG-050, vai ter seus louros dedicados a outra liderança. Trata-se de Renato Andrade, que brigou pela melhoria e agilização da obra enquanto era vereador. Assim Melles esvazia Ataíde e cria vínculos com alguém com potencial para ser deputado federal em 2014.

Aqui, nesse ponto, se cruzam os pleitos de 2012 e 2014.  De certo que Renato vai ajudar na busca pela estadualização da FESP e é certo que acabe acumulando uma diretoria ao lado de Melles.

Carlos Melles vislumbra para si outras metas. Quiça senador ou mesmo governador. E, para isto, a aproximação com Renato Andrade viria bem a calhar.  É por isso que dentro em breve a cidade de Passos verá a obra do Trevo da MG-050 até o aeroporto concluída e o trabalho para a concretização da BR-146 finalizado, num intercâmbio de ações efetivas, em se tratando de obras, quando o Estado faz algo para o governo federal e vice e versa.

E o que tem haver isto com a disputa para a prefeitura? É o seguinte, enquanto uns despertam ações contrárias aos seus interesses, as vezes dentro de um mesmo partido, como é o caso de Ataíde e Fábio Kallas, outros seguem soltos nas articulações que lhes dão visibilidade perante a formadores de opinião, que é o que conta nesse momento e na qual se encaixa José Eustáquio Naescimento,o Taquinho.

Ao PMDB, que agora tem a administração se movendo no sentido da informação, resta a definição clara se vai apostar na renovação ou se mantém a postura de preservar as lideranças tradicionais. Enquanto não houver resposta a esta pergunta, qualquer prognóstico é temerário. Melhor aguardar.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Sangrando


A eleição para a mesa diretora da Câmara Muncipal de Passos ainda sangra.  A cada informação apurada percebe-se o quanto custou a eleição de Tia Cenira. Mesmo a boa expectativa gerada pela sua eleição em termos de seriedade com que ela venha dirigir o legislativo da cidade-do que ninguém duvida  - a acomodação no seio da oposição não aconteceu e dificilmente acontecerá.

Já se tem notícias de reuniões entre ela e membros da mesa diretora, além de próceres da oposição (incluso Ataíde Vilela) em que os termos de “lavar roupa suja em casa” soa bem infantil. A  sinceridade de Tia Cenira quando instada a assumir alguns compromissos, frisando que tais compromissos eram inexistente já que não tivera o voto do interlocutor, mostra um jeito de administrar que pode ser um diferencial na forma de gerenciar as tarefas do legislativo passense.

Aliás, escuta-se nos corredores que esta forma de tratar as questões rotineiras do legislativo já se faz notar no cotidiando dos funcionários, com cobranças de tarefas, cumprimento de horários e atenção à rotina da casa.

Mas se isto é bom, as feridas que levaram à eleição dela frente ao legislativo estão expostas.

De fato, Tia Cenira é a presidente, mas compõem a mesa com ela dois vereadores que sucumbiram na lealdade à Cláudio Félix. Dá para dizer que houve fissuras também no outro lado, quando a insistência de Tuco em ser candidato o levou a ter apenas o seu voto e, por não contar com a própria base, acabou fazendo com o voto dele tirasse de Marquinho Sallutti a vice presidencia e a colocasse nas mãos se Jefinho. Isto proporcionou uma composição da mesa, se não hostil, pouco simpática à presidente, mesmo que publciamente às juras de companheirismo sejam a tônica.

Quanto se aprofunda na avaliação do que aconteceu, mais se tem a certeza que ganharam o PMDB, pela capacidade de liderança de Telmo Santiago, que soube articular os interesses de Hernani e de José Eustáquio, o Taquinho, que trabalhou votos na oposição.

A participação do PR, através do seu presidente, Wanilton Chagas, se foi importante para que a segunda mulher chegasse à presidência  do legislativo passense (A primeira foi Antonina, nos anos 60), também foi decisiva para implodir a oposição, reduzida a quatro votos. 

Não é a articulação feita em prol de Tia Cenira que pesa, mas a forma como foi tratado Cláudio Félix.  Após granjear os votos da maioria da oposião, ele se pôs a campo para trabalhar a definição interna de seu partido. Nesse sentido, teve conversas com Wanilton Chagas, sempre na presença de testemunhas, uma delas nada menos que Ataíde Vilela, por isso saia sempre com a sensação de que estava eleito e esta certeza lhe foi passada até aos 45 minutos do segundo tempo, com o estímulo para manter sua candidatura, mesmo que já houvesse a clara percepção de que Tia Cenira seria eleita com o voto da situação.

O sentimento de que ele e parceiros foram usados numa manobra que contou com a aquiêscencia de Ataíde Vilela é a ferida mais dificil de cicatrizar. Não há quem comvença que esta era a única maneira de evitar Tuco na presidência.  Se esta era uma estratégia necessária os que dela participaram involutariamente se  sentiam no direito de sabe-la com antecedência.E não souberam. Daí o sentimento de traição que impera nas hostes da oposição.

Por outro lado, Tuco, Dr Cláudio e Jefinho contavam com a simpatia do deputado federal Aelton Freitas, que inclusive esteve  na cidade no dia da eleição, 03 de janeiro, o que foi tomado com uma interferência  indevida nos interesses políticos locais.
 
Tudo isso contribuiu para que o desfecho fosse o que aí está.  Em razão disso as feridas estão abertas.  Cicatrizá-las leva tempo, pode ser que nem ocorra nesses dois anos que faltam para a acabar a legislatura, o que poderá ser constatado assim que o legislativo começar a trabalhar a partir de 07 de fevereiro, daqui um mês.