quinta-feira, 4 de junho de 2009

Ação e Reação

Os vereadores de Passos, alguns, estiveram em Belo Horizonte para saber as razões pelas quais o IPSEMG, que é o instituto dos servidores de Minas Gerais, não fecha convênio com a Santa Casa. Lá ficaram sabendo, ouvindo o presidente do próprio órgão, que a Santa Casa não fecha porque não quer, já que o IPSEMG tem uma boa tabela, trabalha com 172 hospitais e, ainda por cima, paga em dia.

Antes, os mesmos vereadores, já tinham ido a Santa Casa e ouvido da direção do hospital quase que uma história escrita ao contrário.

Se a intenção de fazer com os servidores públicos do Estado sejam atendidos pela Santa Casa prevalecer, os edis passenses têm algum trabalho pela frente. Talvez nem seja o caso de remexer no passado, para saber, por exemplo, se o IPSEMG paga em dia ou não. De pouca adiantaria querer os pratos limpos.

O importante é que a Santa Casa atenda e que o IPSEMG pague. A Câmara Municipal, se tiver habilidade, pode ser a articuladora de um pleito de sucesso, reunindo os dois lados para uma conversa franca, que seja até mesmo às portas fechadas, mas com a presença do SINDIUTE e dos vereadores, com presença, é claro, de representantes do hospital e do instituto.

A vitória seria da comunidade, e de todos os envolvidos, restando ao IPSEMG resgatar sua credibilidade junto às instituições de saúde de Passos, incluindo o Hospital São José, agindo com responsabilidade na parte que lhe cabe no convênio.

300 mil dinares

A prefeitura, como denunciou a Gazeta Regional na edição de hoje, 04/06, gastou em quatro meses R$300 mil em horas extras.

É um valor alto e a administração municipal está obrigada a explicar melhor , caso a caso, o uso que faz das horas extras.

É claro que, em determinada situação, elas podem até ser necessárias, mas o que muita gente anda estranhando é que algumas figuras, com as horas extras, feitas quase todos os meses, equiparam o que ganham com “assessores mais graduados”, ocupantes de “cargo de confiança”.

Olha, a situação, do jeito que andam as coisas lá pelo lado do prédio da Geraldo Silva Maia, onde está instalada a sede da administração municipal, merece uma averiguação mais acurada e está na hora dos vereadores de oposição descerem da tribuna e propor uma investigação mais séria.

É preciso analisar com toda seriedade qual o caminho. Um deles pode ser o que leva até ao Fórum local e à sala da promotoria. Deixar que toda ação da administração desse tipo passe sem uma reação é que é nconcebível.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Pequeno, mas emblemático

O vereador Edmilson Amparado deu razão ao seu colega de vereança Luiz Carlos Souto Junior, o Dentinho, sobre a denúncia que fez do corte de energia no Conselho Tutelar de Passos, mas considerou o episódio uma coisa pequena.

Pode ser. Seria até. Se fosse algo realmente episódico, mas não é. Esta se tornando rotina essa maneira de fazer as coisas, quando a administração passa a péssima impressão de uma nau sem rumo, que carrega consigo o destino de 110 mil pessoas.

Um dia é o Conselho Tutelar que fica na escuridão. Outro é o prefeito que não entrega os documentos do FUNDEB na hora certa e tem que pagar uma multa de R$2 mil . Ali é o prédio do novo Pronto Socorro que não entra em funcionamento, mesmo que todo acabado e com recursos reservados para a compra de equipamentos. No outro momento é o Programa Remédio Em Casa desativado, que funcionava com uma pessoa e, de repente, a população fica sabendo, por denúncia do SEMPRE, que no lugar desta 19 estão fazendo o mesmo serviço, se é que estão mesmo.

A gestão Hernani peca, com maior gravidade que anterior, porque comete os mesmos erros da administração de Ataíde. Quer um exemplo? Contrata uma empresa para fazer a coleta de lixo sem licitação e destrói todo um processo (licitatório) praticamente pronto.

Utiliza-se de cargos de confiança e de “assessores especiais” para acalmar os “apoiadores” sedentos por posição no governo municipal.

Assoberbados por estes pecados, comete outros, que pesam mais ainda a mão sobre os ombros do gestor, quando parece contemplar com horas extras alguns aliados que não tiveram a chance de serem “aspone”, secretários ou diretores.

Então, o erro, “pequeno”, de deixar o Conselho Tutelar sem luz, é emblemático de uma gestão que está, no afã da correria, tropeçando sobre os cascos e pode, muito prematuramente, quebrar o pescoço.

Conserto tem. Mas para que isto possa acontecer, a presença do prefeito, e não é da presença física que se fala aqui, tem que ser mais forte e com muita disposição para liderar. Pena que esta vontade não tem sido muito notada pela comunidade.

domingo, 31 de maio de 2009

Pífia

O prefeito José Hernani veio a público, através de sua assessoria de comunicação, para responder a denúncia de que está havendo perseguição, improbidade administrativa e nepotismo em sua gestão. O caso veio à tona depois que o SEMPRE – Sindicato dos Empregados da Prefeitura representou contra Hernani no Ministério Público.

A resposta dada, veiculada na edição de 29 de maio (sexta-feira) do Correio dos Lagos On Line, edição que também veiculou a denúncia do Sindicato, mais parece uma confirmação do que apontou o sindicato do que “rebate” como quer fazer parecer a assessoria do prefeito em seu release, publicado aqui e no jornalão.

Apesar da bravata do prefeito, ao afirmar que vai processar Nelza Ifigênia em razão dos ataques à sua “moral”, a resposta foi mesmo pífia. A começar, analisando de forma aleatória, pela resposta à acusação de nepotismo, que teria sido caracterizado porque a coordenadora do PSF Mirian Picardi Esper seria sua nora porque é mulher do seu filho. Não é isso, diz a assessoria, "ela não é nora", mas sim "namora o filho do prefeito", admite e ressalva: "ela mora com os pais".

E daí cara pálida! Vamos raciocinar juntos: se uma menina namora meu filho, como que devo considera-la, no âmbito da minha família e para os meus amigos fora desse círculo? Hein? O que? Não ouvi direito? Nora? Ah, então tá.

No caso de Simone Maia, ela não é "contratada para ser enfermeira e sim assessora especial I", mas como ela é enfermeira, foi “deslocada” para tal missão. Como? Foi deslocada? Não seria “desvio de função?” E isto pode? Pelo que se sabe, desvio de função é uma irregularidade passível de punição, mas será que na gestão de Hernani isso poodíí?

Para as pessoas que foram transferidas para outos pontos de Unidades Básicas de Atendimentos nos PSFs o argumento para isso não é exposto. Apenas aquela que, digamos, foi transferida compulsoriamente é trazida a público a palavra tranqüilizadora para a população: "ela já esteve com a coordenadora do PSF e está muito satisfeita no novo local de trabalho". O que será aconteceria com ela se dissesse que não estava?

Será que teria o destino de outras cinco que receberam o comunicado de que, a partir de 31 de maio, estão dispensadas porque o “perfil” delas não se enquadra na função que até então exerciam?

Quem define este perfil? Quem avalia estas profissionais? Como esta avaliação é feita? Bom, aí é melhor ficar de bico calado para não entrar mosquito, deve ter pensado a assessoria do prefeito. E por isso, embora questionado pelo Correio dos Lagos On Line, nenhuma resposta foi enviada para estas perguntas.

Na segunda-feira, dia 1º de junho, outros servidores, mais os 17 contratados pela Única, que entrou no lugar da Resolve, para serem recepcionistas, estarão trabalhando no lugar das dispensadas. Foram chamadas pela sua colocação no concurso 001/2005? A assessoria diz que sim. Será?

A Câmara Municipal de Passos poderia começar por debater este problema, já nesta sessão desta segunda. Aqui não é um caso de situação ou de oposição, como também não são outros, como a questão das diárias, das horas extras e do nepotismo na atual da gestão. Estas coisas deveriam ser objetos de investigação – seja pela própria Câmara como pelo Ministério Público, mediante provocação documentada de qualquer vereador – para que sobre a cidade não pairasse dúvidas de como se zela pelo patrimônio e dinheiro público. Ainda mais por uma gestão que diz fazer a diferença por “honrar Passos”.

O que não se pode permitir é que alguém que deve satisfação ao povo ainda se jactei como defensor da moral e dos bons costumes e ameace processar quem o questiona.

É por isso que, por ter escolhido o caminho da escamoteação, da bravata inútil, que a resposta de Hernani, mesmo que vindo através de sua assessoria de comunicação, é pífia. Antes tivesse ficado quieto.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Só rolo

Mais uma que vem lá dos lados da FESP. E quando se em fala FESP é preciso deixar claro que o pecado não é da instituição, mas de quem a dirige, quando há existência de pecado, como parece ser o caso. Agora é a Gazeta Regional que estampa em manchete que documentos históricos pertencentes ao município foram parar, sem que houvesse qualquer autorização de quem quer que seja, nas mãos da Fundação de Ensino Superior de Passos.

A iniciativa da denúncia partiu do Departamento de Cultura, através do seu Diretor, Maércio de Oliveira, que, ao deparar com o fato, tomou as providências devidas, oficiou a Procuradorria do Município e o assunto foi parar nas mãos do promotor Paulo Márcio.

Depois de uma audiência, da qual participou o professor e historiador , Antonio Grilo, o Procurador Geral do Município, Telmo Aristides Santos e o próprio Maércio, ficou decidida a devolução de todo material.

A Gazeta informa que não se sabe como o material, que tem nos arquivos relatos sobre envolvidos na matança do Fórum (1909), petição de interrogatórios de Joana e Rita, escravas da finada Narciza, de 1833, foi parar na FESP. O certo é que não há nada, por parte do município, transferidno para a Fundação este material e por isso não está esclarecido como o acervo foi parar no Laboratório de História da FESP.

Tudo errado. Mas nada que surpreenda.

Fábio Kallas tem como premissa, pelo que se pode depreender de seu modo de agir, atropelar as normas, como parece vem ocorrendo com a aquisição, ou seja que nome se dê a transação efetuada para que o Country pudesse se transformar em “propriedade” da instituição.

Agora mesmo, um livro referente aos 150 de Passos, que deveria ser entregue em 31 de dezembro de 2008, até hoje, pelo que se tem notícia, não apareceu nas estantes da Biblioteca Municipal.

A cidade, assiste, por exemplo, surgir anexos por todos os lados, aluguéis, carro novo para a presidência e, assim, como se não devesse satisfação para ninguém, consome-se o dinheiro das mensalidades, que poderiam ser mais em conta, se no lugar dos tais anexos fosse construído o Campus de Passos.

É por isso que Jefinho está certo. É necessário investigar. A Fundação, ao contrário do parece que pensa quem a dirige, é propriedade do povo e tudo que acontece ali merece vir a público.

Ah, antes de encerrar....a notícia que apareceu em forma de anúncios de imobiliárias: o PASSOS CLUBE esta à venda. Mais um que a cidade já teve. Uma pena.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Precisa ser séria

Ontem (26/05), quando tecia comentários sobre a reunião da Câmara Municipal, disse que ele fora movimentada, mas sem surpresas. Não fui correto. Sem surpresas teria sido aplicado no sentido de que é próprio do parlamento discussões acirradas, debates intensos e denúncias substanciadas.

Foi o que ocorreu na sessão, mas não foi só. Faltou nominar melhor o que de verdade aconteceu, registrado no texto jornalístico no site http://www.correiodoslagos.com.br/.

Vou faze-lo agora, para o registro da posteridade e para não proceder como os autores de uns fascículos que, ao tentarem fazer o registro histórico dos 150 anos de Passos, deixaram se contaminar pelo ambiente e trocaram o nome da vereadora Cenira de Fátima Gomes Macedo para Cenira de Paula (sic) e na abordagem das ações dos prefeitos mais recentes, como José Hernani, Nelson Maia e Ataíde Vilela, comeram bola quando, com relação a Ataíde,só para ficar por aí, não mencionaram a construção da nova rodoviária, do prédio do novo pronto socorro, as articulações para a implantação da Usina de Alcóol e também não houve menção à articulação feita para a construção da ponte Passos – Glória.

Ah, o registro histórico, para não dizer que não fiz menção, teria que contextualizar o homem no seu cenário, o que deveria incluir pecados. Nos tais fascículos nenhuma menção. Ou temos só santos em nossas paragens, ou estes autores (o jornalão e FESP sob a direção deste senhor que prima pela postura arrogante, como é de conhecimento de todos), não foram à fonte de pesquisa que deveriam ter ido, ou pior, puseram para pesquisar que não sabe faze-lo direito. De qualquer forma, um resultado desastroso, imperdoável.

Voltando ao tema.

O vereador Dentinho teve a altivez de responder com dados concretos às acusações que fizeram contra ele. Apenas um senão, se denunciou não poderia ter omitido o nome de quem ele considera que abusou do uso de diárias A cidade inteira sabe que é Maurício Vilela Reis. Na política não há espaço para vacilo e Dentinho sabe disso. Quando era candidato a vereador sofreu ação destes que hoje comandam o município e que não desejavam que ele fosse candidato.

Então se se elegeu pela oposição não pode cumprir o seu papel pela metade. Mas é importante dizer: Dentiho tem ido muito bem. Muito melhor do que foram Tuco (hoje um arremedo de vereador) e Alexandre Dentista (que perdeu toda a condição de postura moral, depois que aceitou ocupar um cargo de assessor especial, já que esbravejara e votara contra quando de sua criação). O que falta ao Dentinho é apenas firmar no talo, porque personalidade ele já mostrou que tem.

Outra postura valente tem sido a de Jefinho. Na última sessão botou o deddo na ferida na “compra” que a FESP fez do Country. Ele tem sido veemente nos seus discursos e via de regra coerente.

Uma coisa que ele não pode deixar acontecer é que as coisas fiquem só na palavra. Ação política é coisa séria e exige atitudes que contemplem as palavras. Ou seja se falou tem que fazer, sob pena de cair no descrédito e, pelo que vi até hoje, uma coisa que Jefinho tem feito com responsabilidade é zelar pelo seu nome.

Por isso acredito que o senhor Fábio Kallas vai ter que preparar um bom arsenal de argumentos para explicar suas ações feitas, como demonstra o Estatuto do Country, à revelia do que é correto.

A Tia Cenira é a figura que se destaca pelo seu papel de um trabalho de forte apelo social e de ação coerente como oposicionista. A ela, só uma recomendação de um admirador de sua forma de agir: caminhe pela investigação das contas do SAAE, a população merece ser respeitada e a senhora já bateu na cangalha e o burro não entendeu, então busque apoio no chicote da justiça.
Ao Zetinho nem é preciso cobrar postura política. É claro que ele sabe o seu lugar, afinal ser oposição é uma coisa tão séria quanto ser situação.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Movimentada, mas sem surpresas

A reunião da Câmara de Passos de ontem, segunda, (25/05), foi agitada. Bem movimentada. A começar pela participação de diversos moradores do bairro São José, que foram até ao legislativo para reclamar da situação de ruas, esburacadas; da rede de esgoto (inexistente), da falta de água (constante) e do desleixo das administrações, que sai uma entra a outra, não dão a menor atenção aos moradores de lá.

Ivo Fêlix disse que “não se lembram da gente nunca, mas tem um salão de festa lá que é tratado com toda consideração”. É a mesma visão que tem Shirley Bueno, o bom Shirley dos saborosos churrascos e das noitadas animadas do Coimbras. Ele também enxerga tratamento privilegiado para o salão de evento. “Já faz tempo que nós somos tratados com descaso. Era até melhor a gente pagar o INCRA no lugar do IPTU, porque acho que pensam que somos ainda zona rural”.

Em reservado tiveram uma reunião no plenarinho com o vereador Marcos Salutti. É ele que vai tentar encaminhar uma solução com o prefeito Hernani. O lícer, Tuco, deu uma entrada rápida na sala. Saiu rápido também, deve ser para dar uma “celularzada”.

Ah, por falar nisso, antes da sessão, o “líder” esbravejava com alguém do outro lado da linha. Bem pelo menos o tom de voz era alto e muito inquieto. Na reunião dessa semana, Tuco exerceu seu papel em alto e bom som. Literalmente.

Já o vereador Edmilson Amparado, levantou uma boa lebre. Precisam dar uma olhada, os responsáveis pelo meio-ambiente local – Codema, promotorias, SEAPA- numa PCE, Pequena Usina Hidrelétrica, que está sendo construído no Rio São João, divisa com Passos. Vale mesmo a pena conferir.

Há um cheiro de cana queimando no ar. É o que todos os vereadores sentem quando vêm o que está acontecendo lá pelos lados da Usina Açucareira.

O que se ouve é que ela está pagando em atraso as terras arrendadas, não andam cumprindo com alguns direitos trabalhistas e não apontam para um cenário melhor. Os vereadores querem conversar, saber detalhes. Aceitam conversar aqui, em Tapiratiba ou mesmo na Câmara. O presidente da Casa tenta contato. Ninguém do lado da Usina responde. É uma empresa particular. Ela sabe o que fazer e não deve satisfação a ninguém, é o que se lê pala maneira como se comporta. Lembram da TEKA? Um dia anoiteceu e quando amanheceu a cidade já estava sem 700 empregos.

O “líder” Tuco, vez ou outra, dá uma cutucada na Santa Casa. Na sessão de segunda, tornou público a dívida de água que o hospital tem com o município, de R$500 mil. Atira nesse alvo para tentar remover a dificuldade que o médico Hernani está tendo para agilizar o convênio com a instituição para as cirurgias eletivas.

Não enxerga além disso. Se enxergasse incentivaria o prefeito Hernani a transformar o que é um embrião, num hospital público municipal. Estou falando do prédio do novo Pronto Socorro, cara pálida. Mas o que o prefeito parece insistir mesmo é no retardo para colocar em funcionamento daquele que está pronto para ser - epa! – o novo Pronto Socorro da cidade.

Já caminhando para o fim da prosa tem um assunto que está passando batido pelos vereadores: o prefeito Hernani foi multado – ele ou município? – por desleixo em cumprir a legislação que rege a relação entre os entes da federação no que diz respeito a educação. Quem deve pagar a multa? O prefeito ou município?

Imagine se você fosse motorista de uma empresa e de repente começasse a cometer infrações de trânsito. A empresa para quem trabalha pagaria sem chiar ou te chamaria à responsabilidade?

A comparação serve para ilustrar o que quero dizer. No mínimo Hernani teria que ser denunciado à promotoria para que ela investigasse a sua responsabilidade no fato e lhe chamasse às falas.

Qual vereador se habilita?

Ah, só para concluir: a reunião da Câmara foi intensa, bastante movimentada, mas sem surpresas, porém com um bom debate.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

De diárias

A denúncia do vereador Dentinho, de que um assessor de Hernani, prefeito de Passos, teria consumido 60% do que consumira em daria, em quatro meses, as secretarias, na média, acabou provocando aquela velha reação diversionista.

Ou seja, ao dizer que o assessor Mauricio Vilela Reis, gastara R$6 mil reais em diárias nos últimos quatro meses desencadeou uma reação, quando foram plantadas notinhas no jornalão, dando conta que o próprio Dentinho seria um devorador de diária.

Citam, as notinhas, entre outros dados, que ele viajara em período de Carnaval e que também gastara cerca de R$ 8 mil no ano de 2005.

A contra ação de Dentinho foi imediata: mandou ofício para a prefeitura pedindo relato imediato de tudo que ele, como diretor de esporte e depois como assessor especial de Ataíde – é essa excrescência de cargos de assessoria especial foi criada por Ataíde sim – para mostrar que as acusações feitas contra ele são infundadas.

Natural a preocupação do Vereador Luis Carlos Souto Junior. Mas é importante que se diga que agora, ele soube cumprir o seu papel. No entanto, é importante uma ressalva: ele precisa ir a fundo tanto na fiscalização que faz da atual gestão, bem como na defesa de seu nome, porque uma coisa é ser acusado de forma leviana, quando, isto ocorrendo, sai fortalecido, outra é se encontrarem algo comprometedor no que fez enquanto estava no poder, quando poderá sair arranhado do episódio.

Mas diante das duas alternativas só resta ao vereador um jeito de agir: continuar atuante, vigilante, para fazer um mandato digno dos votos que lhe foram confiados.